Janeiro 18, 2007
Estamos indo de volta pra casa
Acabou.
Mudei de cidade. Mudei de emprego. 2007 começa com reviravolta total.
Eu tinha rascunhado um post irado sobre minha última ida para a Argentina, mas sabe que eu perdi? Não tenho idéia de onde coloquei. Devo ter largado lá...
Estranha essa sensação de ter esquecido algo, largado alguma coisa para trás. Ainda acho que daqui a pouco vou dar falta de alguma coisa. Como não terminei de desempacotar meus 75 Kg de excesso de bagagem, não sei...
Sair da empresa foi mais fácil do que eu pensava. Sem aquele sentimentalismo todo... acabou, acabou, página virada, é hora de outro lugar receber meus serviços.
Difícil foi dizer adeus às pessoas com quem convivi intensamente nos últimos 10 meses. Mas cheguei à conclusão de que na vida estamos sempre indo embora e deixando gente para trás. Eu fui embora da casa onde morei dos 8 meses aos 15 anos, depois fui embora da casa onde morei dos 15 aos 24, depois fui embora do meu apartamento que eu ainda nem terminei de pagar e fui embora da cidade onde morei dos 0 aos 26 anos. Pronto.. agora fui embora da cidade onde morei quando tinha 26 anos para retornar às minhas raízes.
Sim, a gente passa a vida indo embora. Mas que bom que às vezes a gente volta.
Eu voltei agora pra ficar, porque aqui... aqui é o meu lugar, já dizia o Rei.
Então o reggae é esse:
Ferno não mora mais em Curitiba.
Ferno não trabalha mais no mesmo lugar dos últimos 7 anos.
Ferno não atualiza mais este blog.
Oops... como assim, Bial?
Sim, ano novo, emprego novo, casa nova (bom, não tão nova assim, vai)... tudo pede... um blog novo.
Com raiva do Blogger que parou de criar os históricos na minha página principal, vou para a outra ferramenta da globo.com - agora, vocês, queridos leitores (sim, vocês 5) acompanham minha vida através do:
www.ferno.globolog.com.br
Vejo vocês lá!
Janeiro 13, 2007
Pára tudo!!!
Imagens de Patrocínio do Muriaé na Globo News!!!
Não é comemoração, porque afinal o assunto é a enchente de lama trevas causada pela tal da Mineradora Rio Pomba no Rio Muriaé. É mais surpresa mesmo de ver que a cidadezinha de 6.500 habitantes que abriga minhas raízes familiares teve seus 15 segundos de fama.
Pára tudo 2 !!!
Esqueci de comentar... Como assim a MTV acabou com o Top 20 Brasil? Tudo bem que já se foi o tempo em que eu não saía de casa para ver o programa, mas ainda assim eu sempre dava uma entradinha no site pelo menos para me manter atualizado e saber o que andava bombando. Absurdo! Vou trocar a MTV pelo Much Music LA, que é uma das poucas boas coisas que eu aprendi a ver na Argentina.
Janeiro 10, 2007
Três Dias no Rio
Desencaixotar primeira parte da mudança, fazer primeira parte do handover, despedir-me da primeira parte das pessoas. Cortar os laços é difícil...
Quem quiser desfilar me avisa. Acho que vai ter um grupo da galera do trabalho. Mas prepare-se para ficar 300 reais mais pobre.
Tirem seus carros da rua ou pelo menos renovem seus seguros. A Ferna agora é motorista mesmo.
Sequência de e-mails mais engraçada do ano até o momento:
Débora: "E eu vou te rogar uma pragaaaaaaaaaa ! Não vai ser comigo que vc vai ter esse filho bastardo e sim com uma "Suelen" moradora lá de Paracambi (pra quem não sabe, fica bem depois de Japeri)."
Waleska: "E o menino ainda vai se chamar "Uoshinton". rsrsrsrsrsrsrsrs".
Guilherme: "Imaginem só a cena ... O Fernando ... morando num puxadinho em Paracambi ... ao lado de sua esposa com toca na cabeça, à beira do tanque ... com 6 menininhos, barrigudinhos, de piu-piu de fora, com meleca escorrendo do nariz, e cheios de poeira ... "
Débora: "E os nomes dos outros 5?"
Guilherme: "Os outros 5 se chamarão: Macsuilham (entende-se Max William) Carneiro; Wandergleidson Carneiro; Romario Carneiro; Jancloudi Vandami Carneiro; Arnolde Suazineguer Carneiro"
Back to work...
Janeiro 7, 2007
Então, tá, o Blogger resolveu me sacanear mesmo e não cria mais o histórico dos posts anteriores... Hora de abrir um novo, em outra plataforma? Talvez... Ano novo, emprego novo, blog novo... vou pensar no assunto. Enquanto isso delicie-se só com os momentos atuais da minha vida, combinado?
Primeira parte da mudança trazida e é com prazer que comunico que pratos, copos, quadro, sanduicheira, ferro de passar e monitor de computador chegaram sem avarias. Morri em 80 pratas de excesso de bagagem, mas tudo bem, é por uma boa causa. Falta som, DVD e impressora, além do meu quadro do Rio de Janeiro (que talvez eu pregue no meu quarto em Patrocínio, estou pensando no assunto).
Ouvi muito falar da Fernanda Lima esses dias. É impressão minha ou a Globo está dando um gás na imagem dela para compensar o fato de ter investido nela como (péssima) atriz?
Também ouvi falar muito do Rio Muriaé que corta a cidade dos meus antepassados. Em breve, meu pai fica ilhado.
Janeiro 6, 2007
Chega dessa palhaçada de fingir que é outro dia. Hoje é hoje.
No capítulo seguinte...
Data negociada, data definida. Agora é alterar o endereço dos cartões de crédito, negociar a fidelidade do celular, comunicar à imobiliária, comprar plástico bolha, encaixotar, arrumar mala... Sem falar na passagem de serviço, no Rio, em Buenos Aires e em Curitiba. Depois de assinada a carta, vêm os detalhes corporativos de agendar homologação, fazer exame médico, comunicar fornecedores, encontrar novos responsáveis para velhas atividades, esvaziar a baia, jogar fora as tranqueiras...
Hoje é minha primeira festa de despedida de Curitiba. Enquanto uma mala já está pronta e enquanto inicio as preces para que os pratos não quebrem no caminho, meus amigos começam a me festejar, talvez para me mostrar do que / de quem vou sentir falta.
Engraçado que quando saí do Rio, não fiz uma festa de despedida. Talvez porque algo bem lá no fundo da minha mente já me dissesse que eu voltaria logo.
10/2006: Eu no Jardim Botânico de Curitiba
Janeiro 5, 2007
Finge que este post é do dia 3 de janeiro
Cronologia de um pedido de demissão:
08h00: Acordo, verifico o celular, não há chamadas perdidas
10h00: Verifico o e-mail, verifico o celular, nada
11h00: Ligo para o celular do Rio para escutar as mensagens. Nada. No celular daqui, tampouco.
12h00: Almoço desce indigesto
14h00: Ligo para o recrutamento. Meu exame está ok. Falta definir o salário. Uh, quase!
16h00: Meu telefone toca! Salário definido, exame ok, "pode comunicar sua empresa atual".
Eu já havia pedido demissão de 2 estágios antes: um em 1998, outro em 1999. Ou seja, desde o milênio passado eu não sabia o que era encarar um chefe e dizer alguma variante de "tô vazando". Continuo sem saber, porque meu chefe é virtual. Passei a mão no telefone, numa salinha private, disquei o número na Argentina e, trêmulo e com a voz falha, comuniquei: "Surgiu outra oportunidade para continuar em RH, ganhar mais e voltar para o Rio".
Mixed feelings. São quase 7 anos de empresa e agora chega a hora de terminar o relacionamento. E eu sou péssimo em terminar relacionamentos. O último, eu terminei no dia do aniversário dela; o penúltimo, eu pedi que o primo dela terminasse por mim. Bate uma nostalgia, um pequeno histórico passa por minha cabeça desde os tempos de Centro do Rio de terno e gravata, passando pela Barra, por Buenos Aires e por aqui. "É, chefe, não tem como dizer não para essa proposta". Fico mais 10 dias, fique mais 25, vou negociar, isso agora para mim é o de menos. Vou mudar de emprego.
Comunicação para cima, comunicação para baixo, surpresa do coitado do estagiário, explicações para a gerente, comunicação para o grupo. Manda a info pro Chile, manda pro Rio, manda pros outros de Buenos Aires. Começa o handover, pensa na mudança, limpa a caixa de e-mails... nossa, há muito o que fazer e realmente a sensação é a de que não vai haver tempo suficiente e que eu envelheci 2 anos neste processo.
Arrependimento: zero. Estou feliz, muito feliz. Hoje para mim é Carnaval.
01/01/2007: Reveillon na casa da Flavinha
Finge que este post é do dia 2 de janeiro
12 horas de estrada
E o telefone não tocou, meu apto não saiu, dormi o tempo todo e minha bunda terminou de ficar quadrada. Estou chatíssimo hoje (que o digam meus companheiros de viagem, provavelmente arrependidos de terem me levado a tira colo).
Para compensar, mais uma foto do Reveillon na casa da Flavinha. Nela, o autor deste blog fantasiado de Dinho do Mamonas Assassinas:
P.S.: Flavinha, essa é a foto em que você passou na frente na hora de o Príncipe bater. Eu substituí sua cabeça pelo ornamento da sua parede, reparou?
Finge que este post é do dia 1º de janeiro
Feliz 2007
2006 ficou para trás como o ano em que mais viajei: Rio de Janeiro, São Pedro d'Aldeia, Búzios, Belo Horizonte, Patrocínio do Muriaé, São Paulo, Osasco, Campinas, Jaguariúna, Foz do Iguaçu, Ilha do Mel, São Francisco do Sul, Florianópolis, Buenos Aires, Santiago, New York. Mais de 50 viagens de avião, cerca de 45 mil milhas e muitas horas de espera em aeroporto, fora os cabelos brancos adquiridos a cada turbulência. 2006: o ano em que morei em Curitiba.
Os Lydios casaram, o Miguel nasceu, a Mayra ficou grávida de novo, revi a Kley, estive em NYC com a Ferna, ganhei uma nova família, a Débora e o André estiveram em Curitiba comigo! Consolidei amizades, estive mais afastado de gente que eu queria ter mais perto, vi um show do Skank pela Internet e um do Jack Johnson ao vivo. Tive mais alegrias que tristezas; tive boa saúde; tomei decisões difíceis; passei por muito stress, mas também ri muito nas inúmeras sessões de abobrinha; tive decepções e conquistas no trabalho, ambos igualmente significativos. Terminei o ano com uma super expectativa e muita, muita esperança de um 2007 ainda mais incrível.
Sigo com minhas promessas impossíveis: malhar regularmente, parar de tomar Coca-cola, arrumar uma namorada, escrever um livro decente, voltar a estudar, dirigir direito, tocar violão direito, aprender a andar de bicicleta, atualizar o blog com mais frequência...
A todos os leitores deste espaço: que o 2007 de vocês seja supimpa!
Dezembro 29, 2006
Crônicas de um Natal em Patrocínio do Muriaé
MINHAS TIAS
Ah essas minhas tias taradas que sem cerimônia levantam suas saias e me exibem suas calcinhas, que levam minha mão a seus seios e lembram com ternura do tempo em que meu eu-criança passava o pinto em suas pernas.
Ah essas minhas tias pacientes que me davam de comer com um chinelo ao lado e que batiam à porta do vizinho do térreo para buscar suas camisolas que eu arteiramente atirava pela janela.
Ah essas minhas tias relaxadas que permitem que seus maridos pouco confiáveis construam casas favelizadas por cima da casa de minha avó ou abram buracos no quintal para futuras casas que nunca subirão.
Ah essas minhas tias malvadas que se transformavam em pombas, mulas e insetos na época da Quaresma apenas para assustar o pobre garotinho que passava o pinto em suas pernas e atirava suas camisolas pela janela, aproveitando-se do fato de serem 7 e de todo o misticismo que o número carrega.
Ah essas minhas tias que envergonhadas eu deixava ao passar por uma banca de jornal, apontar para revistas eróticas e gritar: "Olha a Zé Boceta!".
Ah essas minhas tias que eu odeio amar e amo odiar.
Dezembro 27, 2006
Dezembro 23, 2006
Natal... e reflexões laborais de year-end
Meu calendário de Natal agora tem vários eventos oficiais. Não bastasse aquela tradicional troca de presentes em família e o Natal Oculto - que chega hoje à noite a sua 11ª edição - desde o ano passado temos o Natal do Roger e da Rê em Curitiba e a Feijoada da Fofonse em Jaca City.
Ontem foi a tal da feijoada. A época do ano definitivamente não é propícia para feijoada. Mas se a gente enfeita a árvore de Natal com floquinhos de neve e come coisas como nozes, amêndoas etc, que mal há em degustar uma bela feijoada? E no mais, a comida é apenas uma desculpa para reencontrar uma turma que trabalhou junta: gente que foi para outros departamentos, para outras empresas, para outras cidades. Já dá para arriscar dizer que o grupo tem mais ex-empregados do que empregados, mas o que a empresa uniu, a distância não consegue separar.
Rir, zoar, acima de tudo celebrar a amizade é o que norteia esse (re)encontro. Conversar sobre o futuro é inevitável. Listar os últimos (e os próximos) pedidos de demissão, chorar as pitangas, reclamar dos argentinos, compartilhar os problemas também. E é nessas horas que eu vejo que há coisas de que não quero mais participar. Eu posso ouvir os problemas da minha antiga Divisão, mas não quero sentir a responsabilidade de querer fazer algo a respeito. Eu cansei... big time.
Eu sei que minhas decisões não geram opiniões unânimes, nem reações agradáveis em todos. E sei que eu vou atropelar algumas pessoas queridas no caminho, por mais que não seja minha intenção. Mas é inegável que ao segurar aquele envelope no final da noite, invadiu-me uma onda de energia, que só pode significar esperança.
Nunca tive um fim de ano tão final-de-temporada. Olhando pelos diversos ângulos, é só assim que consigo ver. É um final de temporada no seriado da minha vida.
FELIZ NATAL !!!
Dezembro 22, 2006
Cheguei ao Rio para Natal e Réveillon. Chegar ao Rio de carro sentindo aquele fedor pós-chuva-de-verão da Baía de Guanabara não tem o mesmo glamour de chegar de avião. Principalmente se você ficou sentado durante as 12 últimas horas. Se alguém ainda não comprou meu presente, pode me dar uma bunda nova que eu agradeço.
Tem um trechinho de Canção Noturna do Skank que não me sai da cabeça: "Espalhem por aí boatos de que eu ficarei aqui."
Dezembro 19, 2006
Pois é. Eu sou uma tentativa de escritor, preocupo-me em não iniciar frases com pronomes oblíquos, odeio quem fala "a nível de", luto contra a praga do gerundismo... e é só cometer um erro de digitação e os comentaristas caem matando. Cruzem os DEDOS! Os dedos e não os dados, que isso fique bem claro! Cruzem o que quiserem, cruzem até as bolas! :-)
Agora a tensão aumentou mesmo: Matthew Fox anunciou que está fora de Lost, que o Jack morreu. Chega o ano de 2010, mas não chega o tal do 7 de fevereiro, ó vida, ó azar. Particularmente eu não acredito. Ou não quero acreditar, sei lá...
E o reencontro da feijoada, hein? Tá chegando! E eu continuou afirmando: Ryan & Junior é total nome de dupla sertaneja mega-brega-da-vida! Talvez seja a versão totalmente masculina da Sandy & Junior. Tá, pode perguntar do que é que estou falando. Hoje eu estou surtado desde antes das 19hs. Também tem reencontro do Natal Oculto, da família, da galera da faculdade... fim de ano é assim meio final de temporada: os personagens que partiram nas temporadas anteriores dão as caras para uma participação especial na vida dos que ficaram. Eu agora - ou ainda? - sou um destes.
Dezembro 18, 2006
10 Dias Depois...
Fiz uma visita relâmpago ao Rio na quinta. Situação normal de aeroporto: um mate batido com leite, um pão de queijo recheado com requeijão e outro recheado com doce de leite. Afinal a barrinha de cereal da Gol foi direto para a mochila para ser entregue a quem gosta daquele alpiste. 40 minutos de espera... básico também. Home theater do Daniel despachado como bagagem foi o último troço a aparecer na esteira - eu e meu serviço de frete, tudo pelos amigos, solidariedade acima de tudo, chame como quiser. Mas foi tenso ver todas as bagagens vindo e nada do eletrônico do coitado. Retorno via Varig com conexão em Congonhas e o avião pousou aqui 20 minutos antes do previsto. Eu já disse que eu amo a Varig de novo? Eu tentei fazer as contas de novo e concluí que andei de avião mais de 50 vezes esse ano. Quase posso ser um comissário de bordo.
Centro do Rio numa sexta feira ao meio dia de um dia ensolarado: tem certas coisas tipicamente cariocas das quais não sinto a menor falta. Correu tudo tranquilo com a parada que tinha que resolver por lá - foi trabalhoso e um pouco desgastante, mas sacrifício é sacrifício, vamos aguardar os resultados e ver no que dá; continuo confiante. Também sigo completamente consciente de todos os pontos de vista envolvidos na história - todas as considerações são bem vindas - mas no momento nada é concreto, tudo é incerto.
Certa mesmo é a diversão com meus amigos. Sexta na casa da Flavinha: caipirinha azeda, adedanha até 3 da manhã, amendoim estranho, lembranças e planos.
Gente, vocês lembram do Ludo? Era um jogo de tabuleiro - eu tinha uma versão 3 em 1: xadrez, dama e ludo - que eu adorava quando era pequeno, mas nunca mais vi. Decepcionei-me um pouco ao saber que as crianças não brincam mais de Ludo. E o pior é que eu não lembro como se joga Ludo e nem onde está o meu velho jogo. Devo mesmo ter comido as pecinhas, junto com aqueles M&M's que vinham em 6 caixinhas no War.
Ah!!!!!! Trevas!!! Esses dias me perguntaram onde eram as Ilhas Sakalinas. Falei que era ali perto de Vladivostok e disse assim: "Sabe no War, né, aquela ponta da Ásia?". E o infeliz coxinha me responde: "War?! Que é isso?". Se mata, Hélio!
Sábado a diversão ficou por conta da família curitibana: a menina da flor do cabelo que andava com a Constituição no carro e naquele dia havia esquecido de tomar sua tarja preta, a criança figura que colocou o elefante de castigo e estacionou um carrinho no sub-woofer do home theater, o cuscuz marroquino que virou farofa verde e por aí vai. E falar da festa no dia seguinte é ainda mais engraçado.
Há uns dias corrigi um erro histórico: li meu primeiro livro do Rubem Fonseca: "Mandrake, a Bíblia e a Bengala" - dois contos contínuos num livro só. Rápido, objetivo e bem escrito. Agora estou corrigindo o segundo erro histórico: comecei a ler meu primeiro livro de Fernando Pessoa. Acho que em 2007 serei um escritor mais completo. Além de "Quando Fui Outro", minha família local me presenteou com o "Skin and Bones", novo CD do Foo Fighters e com uma camiseta nova, com a qual devo passar o Natal Oculto. Ótima celebração com essa turma que fez de meu 2006 em Curitiba um ano fantástico, como jamais poderia imaginar.
Ainda teve Inter campeão, ACM Neto esfaqueado, a morte do Peter Boyle e notícias de Tio Ito. Perdi todos os seriados da semana passada e também as reprises. Relaxei na malhação de novo, mas nadei.
O ano está acabando e com isso não consigo ter o mau humor suficiente para escrever um e-mail esporrento; quem sabe amanhã eu possa ter mais ódio no coração...
Dezembro 9, 2006
Texto fora de contexto
"Posso bradar que não sei o que quero, mas sabe como eu sei que eu preciso partir? Porque hoje eu só penso em você no passado. Porque quando eu vejo o filme da nossa convivência, eu penso nas coisas boas que ficaram; eu não penso no futuro, eu não penso no que ainda vamos ter. Eu lembro do passado com melancolia, dos lugares que você me fez conhecer, com saudades das pessoas que compartilharam tantos momentos conosco. Mas eu não me vejo no seu futuro e também não vejo você no meu. Agradeço por tudo, pelos bons e maus momentos, mas eu preciso seguir em frente e vou me esforçar para isso. Nossas histórias não acabam, mas se separarão, eu sei... e sinto que será em breve."
Semana da mamãe
Durante a semana, ralei, ralei e ralei mais um pouco, então minha mãe fez turismo solo pelo Jardim Botânico, Parque Barigui, Tanguá, Ópera de Arame, Universidade Livre do Meio Ambiente, Rua 24 Horas etc. Terça foi aniversário do Vitor e comemoramos de longe pedindo Beto Batata. Quarta foi aniversário dela e fomos jantar no Barolo, óbvio. Lud, Julio e Moniquinha nos acompanharam e fofamente compraram um buquê de flores do campo para a minha mãe. Sim, meus amigos são tudo. Mamãe agora não larga seu Almanaque da Jovem Guarda.
Ontem fui para Sampa, enfrentar aquele caos no tráfego aéreo, que acabou só me afetando na volta. 2 horinhas de atraso, sendo 1 hora dentro do avião, parado na cabeceira da pista, esperando autorização para decolar (tipo: dormi, acordei e o avião continuava parado). A reunião foi boa, as nossas mochilas de brinde são verdadeiramente lindas e eu voltei com a mala carregada de brindes das outras empresas. Sabe a descoberta mais bacana da viagem? Existe um quiosque do Havanna em Congonhas! Agora sim Buenos Aires tornou-se uma cidade completamente desinteressante para mim.
A expectativa que me consumia e que eu esperava ter resolvida só na próxima semana foi resolvida no intervalo para o almoço via celular. Agora mais uma semana com outro tipo de expectativa vem por aí. Vocês não precisam saber mais nada por enquanto. Só cruzem os dados e peçam a Deus para fazer o que ele achar melhor para mim. :-)
Hoje fiz programa de mulherzinha com minha mãe, Lud e Moniquinha. Fomos à Rua Tefé comprar sapatos. Em minha defesa, nós íamos almoçar em Santa Felicidade depois, por isso eu fui. Acabamos não indo, porque os restaurantes aqui fecham aos domingos por volta das 4. Então encontramos o Julio, comemos na Casa di Bel, que é sempre uma boa opção dentre as poucas que não fecham, e depois fomos conhecer a futura casa da Lud e do Julio. Já vejo as festas que vão rolar lá...
Malhação e natação no fim do dia, porque segue firme meu plano contra o barrigão. Pizza Hut para compensar - acabou de chegar, vou lá comer.
Inté.
E, Roger, eu não sou vacilão. Eu vou ao Rio, mas eu volto para a festa de Natal na sua casa.
Dezembro 4, 2006
Chegada da minha mãe. Feijoada no Hora Extra de novo. Festa de fim de ano. Show do Nando Reis. Relógio de 5 anos de empresa. Leve embriaguez. Au Au. Brasil bi no vôlei. Café da manhã na Provence. Praça do Japão. XV de Novembro. Coral do HSBC. Primeiro dia dos novos estagiários. 2 horas e meia de apresentação sobre a empresa. 96 novos e-mails na minha inbox. Uma expectativa que durará ainda mais uma semana.
Hoje faz 1 ano do show do Pearl Jam and I'm still alive...
Dezembro 1, 2006
Deveria ser proibido fazer um filme como Fonte da Vida. Não perca seu tempo, nem seu dinheiro. É o segundo pior filme que eu já vi na vida, perdendo apenas para Water World. Ponto final.
Novembro 29, 2006
Foi dada a largada. Quem será o visitante número 10.000 deste blog?
Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro. E uma banana pelo potássio. E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes. Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo. Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos, que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão. Cada dia uma Aspirina, previne infarto. Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso. Um copo de cerveja para não lembro bem o que faz, mas faz bem. O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber. Todos os dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer um pulôver. Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente. E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia. E não esqueça de escovar os dentes depois de comer. Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax. Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia. Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma. Sobram três, desde que você não pegue trânsito. As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia. Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma). E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando. Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações. Ah! E o sexo. Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico. Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. Na minha conta são 29 horas por dia. A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!! Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes enquanto faz sexo. Sobrou uma mão livre? Chame os amigos e seus pais. Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher. Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésia. Agora tenho que ir. É meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro. E já que vou, levo a escova de dentes.
Recebido da ET mês passado
Novembro 25, 2006
E em Buenos Aires...
Viagem de trabalho não pode ser metade divertida quanto a de férias, né? Mas enfim... Voltei a Buenos Aires depois de embromar por 4 meses. A diferença agora é o horário do vôo. Existe um vôo direto de Curitiba para BA que sai às 23:50 e chega a BA à 1 da manhã (horário de lá, 1 hora a menos que aqui). A volta é ainda mais linda: o vôo sai de BA às 3 da manhã e chega a Curitiba às 6. Ou seja, faça seu check-out às 00:30, pegue seu remis para chegar 01:10 em Ezeiza, faça check-in, pague a taxa de embarque, raio-x, aduana (com um oficial apenas), free shop (em obras), decole, coma seu lanchinho e deite para dormir por volta das 4:00, para acordar 1 hora depois, perceber que são 2 horas depois, ver o sol nascendo e pensar que está quase na hora de ir pro trabalho.
Lá matei a saudade de toda a parte gastronômica melhordavida: Freddo, La Parolaccia, Havanna. Aliás minha última reunião de quarta foi na Recoleta, bem pertinho do Cemitério. Sentei ali no Freddo, tomei um sorvete e fiquei escrevendo ao ar livre aproveitando o cair da noite de Buenos Aires e me sentindo bastante local. Um casal de argentinos do meu lado começou a elevar a voz e teve uma hora que o cara falou: "Você está me forçando a fazer isso? Você quer que a gente se separe então?". Ela murmurou qualquer coisa e ele respondeu: "Então tá. Eu vou sair de casa então". Mas continuaram os dois sentados, fumando, calados e com cara de cu. É triste presenciar o fim de um relacionamento assim, mas eu sempre acho tão bom ver argentinos se fodendo... (desculpem meus amigos argentinos que eventualmente leiam... de vocês eu gosto).
Dei um bolo na Tatá na quinta pra fazer um pequeno preparo sonífero para a viagem; vi The Nine finalmente e sinto cheiro de vício em nova série; comprei alfajor e conito (espero que durem até o Natal Oculto); e de volta a Curitiba tive o coração partido, pois uma menina com opinião significativa me chamou de bagaço - preciso de um corte de cabelo urgente, nunca mais trabalho com a barba por fazer e se me virem de óculos escuros no escritório, não é conjuntivite - é que eu fico mais bonito assim.
Pra fechar a sexta de retorno, happy-hour no Original com Hélio, Vera, Ivan e Aline Nunes. E que minha família curitibana não fique com ciúmes, mas foi muito divertido.
Ah! O sonho!
Esqueci de contar do sonho dessa noite, que foi meio estranho. Estávamos eu, André, Rafa (irmão do André) e Ferna na estação de ônibus em Pontal do Sul. Na TV de um dos lugares passava um programa que mostrava umas fotos indiscretas da Danielle Winnits com o Dan Dan do BBB. Bem indiscretas a propósito, a ponto de eu me perguntar como aquilo estava passando na TV aberta. Aí a Ferna levantou-se e foi sei lá onde, depois descobrimos que ela tinha ido à farmácia porque aí vendiam umas "pulseirinhas". Nisso o Rafa foi ao banheiro e quando voltamos para buscar a Ferna na farmácia, o Rafa estava vestido de vampiro com o objetivo de assustar a Ferna. Só que ela não estava mais na farmácia, mas já nos esperava dentro do carro com um bebê loirinho no colo.
Alguém se aventura a interpretar?
Notas:
1) Flavinha, é bom saber que o tio Alvinho lê isso aqui. Vou me policiar nos comentários sobre a Belíssima. Você tinha que ter vindo também. Agora sabe Deus quando você vai conhecer o boto rosa...
2) Coxa, esqueci de falar do Benji, o cão que nos seguiu. Eu ainda acho que aquele cachorro carregava a alma de alguém próximo à gente e que morreu por essas bandas. Tens alguns antepassado de Curitiba?
3) Debby, não dá para explanar absolutamente tudo que rolou nessa viagem, né? By the way, você conseguiu descobrir o time do seu jogador de futebol aposentado?
4) Jota Erre, passei por umas 4 ou 5 bancas na Florida e nenhuma tinha esses muñequitos filhos-da-puta. E muitos jornaleiros me olhavam com uma cara meio estranha quando eu perguntava. Teve um que eu tive que responder: "Es para los niños".
5) Roger, sem comentários etílicos, para preservar a reputação da sua esposa.
Novembro 21, 2006
O nome deste blog deveria ser "Around the world"
Na véspera do feriado, chegaram a Curitiba meus amigos André e Débora. Juntar um Agregado com uma Contrária parecia uma idéia estapafúrdia, mas na própria terça de madrugada, os dois já eram melhores amigos de infância. Com a questão dos controladores de vôo, um atraso de 2 horas fez com que nós saíssemos de casa por volta da 1 da manhã. Fomos ao Mustang Sally, barzinho / restaurante perto de casa e voltamos.
No feriado dia 15, a maratona começou na hora do almoço com um café da manhã na Provence, que eles cismaram de chamar de "café colonial". Bom, deixa eles acreditarem que era colonial... turista adora essa coisa de tomar café colonial. Lá, eles conheceram minha família curitibana - Roger, Rê e Moniquinha - e todo mundo virou amigo instantaneamente também para felicidade geral do Ferno.
Da Provence fomos para a Praça do Japão tirar fotos e de lá, seguimos os dois turistas e o anfitrião para a Arena da Baixada. Era dia de jogo do Atlético Paranaense com o Papucha do México pela Sul-Americana e o caminho estava cheio de gente de camisa rubro-negra, num super clima agradável de jogo. Fomos até a porta do Kyocera, tiramos nossas fotos e saímos dali. O ingresso era 30 reais, estava um calor infernal e eu, que não vou aos jogos do Flamengo, não ia perder meu tempo num jogo nada-a-ver. Ótimo, porque o Atlético perdeu.
Entramos num táxi, sem ar condicionado - porque todos os táxis de Curitiba têm ar quente, mas não ar frio - e fomos ao Jardim Botânico. Mais fotos, com flores, plantinhas, tartarugas no lago sujo, enfim... tudo bem "meigo". Saindo do Jardim Botânico, fomos até a porta do Museu do Olho - ou Museu Oscar Niemeyer - tirar fotos também, mas nem rolava entrar porque tinha um fila mega para ver a exposição do Japão - que a propósito, eu já vi. Achamos a passagem para o Bosque do Papa e nem precisamos pular a cerca que o separa dos fundos do museu. Mais fotinhos, mais bornaizisse, vimos uma guarda perseguindo um ladrãozinho, o que para padrões curitibanos, é um evento. Dispensamos a torta polonesa e fomos comer algo mais gorduroso no Pizza Hut.
Pronto, começaram os programas gastronômicos - e foram 3 seguidos. Depois das pizzas - sim, foram duas, porque uma das pessoas só come pizza de muzzarela, você crê? - fomos comer sobremesa na Lancaster - a segunda melhor confeitaria do mundo, segundo o treco escrito no vidro deles - e de lá fomos ao Babilônia, reencontrar a família curitibana e tomar cerveja. Eu não tomei, porque não cabia nada.
Terminamos o dia na piscina aquecida do meu prédio, que eu frequentei pela primeira vez em 8 meses, de onde descemos lá pela 1 da matina.
No dia seguinte, larguei os dois para lá, porque alguém tem que fazer o serviço sujo e eles foram comer no Burger King do Mueller, conhecer o Parque Tanguá, a Ópera de Arame e a Pedreira. Levei-os para jantar no Barolo, o segundo melhor restaurante do mundo, segundo a opinião do Ferno e matamos duas garrafas de lambrusco. Na volta, piscina para fazer digestão e curar a bebedeira da Débora (apesar de que quem nadou sem roupa não foi a bêbada...)
Sexta eles conheceram o Parque Barigui e o acharam fedido! Não entendi muito bem em que pedaço do parque eles foram, mas acho que era só cansaço mesmo. Comeram no Freddo do Shopping Barigui (parente do Barra Shopping) e me encontraram depois do trabalho, felizes da vida porque tinham gastado dinheiro em tênis novos. Fomos comer no Burger King do Mueller (sim, eles decidiram repetir o melhor dos programas) e depois fomos dançar no aperto. Tem uma night aqui em Curitiba que é a Layout 80, lugar que toca de tudo e fica cheio e que me remete à Festa Ploc, apesar de não tocar brega nem infantil e de ter umas pitadas de rock e música atual, o que me remete à Bunker. Pula a parte que fala da bebedeira, porque daqui a pouco a associação dos blogueiros nos manda para o AA, mas eu fui para o Au Au depois sozinho com o Roger e a Renata, porque afinal eu tinha que mostrar o Au Au para os meus amigos que continuaram na boate.
Sábado acordamos não se sabe como às 6:30 da manhã para pegar o ônibus e ir para a Ilha do Mel. O sol típico de Rio de Janeiro que nos agraciou do feriado até sexta deu lugar a milhares de nuvens que iam e voltavam. Com o tempo instável e chuvas esparsas, fomos da pousada para o Farol e tentamos ir à Fortaleza, mas as butucas assassinas chuparam todo o sangue dos meus amigos coxinhas e então voltamos ao Istmo.
Bom, eu já conhecia a Fortaleza, não perdi nada... e eu não tenho uma marca de chupada de butuca. Ou seja, o termo que você está procurando está logo acima: "bornaizisse". Caminhando pelas ondas, fomos de volta até a pousada, chapamos de sono e fomos de noite para um barzinho que era a única coisa aberta em volta da pousada e o único lugar onde podíamos chegar sem lanterna - não tem luz na Ilha do Mel, para quem não sabe (ou para quem sabe e esquece de levar a porra da lanterna comprada há 3 anos onde? onde? na Ilha do Mel!)
Acordamos domingo com o barulho da chuva. Chuva não, toró! Mega... Mas depois passou e pudemos sair da pousada logo após o café com o objetivo de ir a Encantadas - o outro lado da ilha. A trilha pelas pedras - da qual eu não tinha muita saudade - foi bem divertida, me rendeu um machucado no pé e um arranhão no pulso, mas serviu como esporte radical da viagem. A Gruta das Encantadas estava cheia e não pude chegar bem pertinho como da última vez, mas ainda é um lugar impressionante. Na parada para o almoço (leia-se pastel), a chuva voltou e embora fraquinha, esfriou muuuuito nosso caminho de barco de volta ao trapiche de Brasília. E quando eu olhei para trás e vi o barqueiro tirando água de dentro do barco, rezei todas as orações que eu conhecia e também as que eu não conhecia, mas não era nada de mais e quando passamos daquela curvinha e o barco parou de sacudir, o frio voltou a ser a única preocupação. De volta a Curitiba, encerramos a noite com Beto Batata pedido em casa, enquanto malas eram arrumadas, fotos era baixadas para o computador e caixas vazias de tênis eram jogadas no lixo.
E para justificar o "Around the world", segunda à noite voltei a Buenos Aires, depois de 3 meses e se a Taline atender o celular, vou comer no melhor restaurante do mundo naquela mesma lista de favoritos do Ferno - La Parolaccia. Se não, vai ser um alfajor com Café Havanna - aquele que tem uma base de leite condensado... A gastronomia aqui compensa tudo...
Novembro 12, 2006
O copo está meio cheio
Ok, vamos ver as coisas pelo lado positivo. Eu vi os caras no aeroporto! Irado!
Black Eyed Peas - vocês não valem 120 reais, desculpem-me. Quando vierem de novo, se vierem um dia e o ingresso tiver um preço acessível, eu vou ver, ok?
Santa tecnologia que me permite acompanhar Lost praticamente em real time!
E falando em tecnologia, sabe o que é melhor ainda? Assistir o show do Skank no Morro da Urca via Internet!
Set List:
1. Até O Amor Virar Poeira
2. Mil Acasos
3. O Som Da Sua Voz
4. É Uma Partida De Futebol
5. Esmola
6. Uma Canção É Pra Isso
7. Amores Imperfeitos
8. Eu E A Felicidade
9. Jackie Tequila / Boombastic / Chega Disso
10. Balada Do Amor Inabalável
11. Acima Do Sol
12. Balada Para João E Joana
13. Três Lados
14. Vou Deixar
15. Garota Nacional
16. É Proibido Fumar
17. ? (que diacho de música é essa?)
18. Dois Rios
19. Resposta
20. Canção Noturna
21. Vamos Fugir
Bis:
22. Ali
23. Lugar
24. Uma Canção É Pra Isso
25. Saideira
Comentários:
Com certeza o prédio inteiro acordou quando eu, às 2:20 da manhã, gritei com toda a força de minh'alma ao escutar "ela entrou e eu estava ali...". Ali! Como assim? A melhor música do Skank e que eles NUNCA cantam. Eu tive o prazer de ouvir ao vivo umas duas ou três vezes e graças a Deus estava vendo esse show via Internet, pois não ia conseguir medir minha depressão se a Pat's me dissesse que rolou "Ali" e eu não tivesse visto.
Duas músicas novas têm muito cheiro de hit: Mil Acasos e Balada Para João e Joana.
Senti muita falta de algumas: Pacato Cidadão, Tanto, Mandrake... tudo bem, essas eles tiram de vez em quando. Mas foi o primeiro show do Skank desde 1996 em que não rola "Tão Seu".
"Te Ver" tocada pelo DJ depois da saída da banda é simpático. Eles não aguentam mais tocar essa música, mas sabem que todo mundo gosta, então vai na mão do DJ. Ok, legal.
Júnior, nem precisou de senha. A propósito, obrigado pela dica. Você não tem noção do quanto fiquei feliz, irmão. Valeu mesmo!
Pat's, você apareceu o tempo todo!!! Tentei te ligar agora para comentar, mas você não escutou provavelmente. Amanhã tento de novo.
Eu sou a pessoa mais feliz do mundo nesse momento! :-)
Novembro 11, 2006
Saio de casa dizendo: "Não vou levar a máquina fotográfica. Tudo bem que eu não conheço BH ainda, mas eu vou chegar no fim do dia, vou ficar só no hotel e no dia seguinte vou resolver o que tem que ser resolvido e voltar logo. Meu único risco seria encontrar com o Skank no aeroporto e não ter a máquina. Bom, ok, isso não vai acontecer."
Nunca, eu disse, NUNCA duvide de suas premonições.
Na volta, estavam lá: Samuel, Lelo, Henrique e Haroldo. Em Confins, na mesma sala de embarque, depois parados do meu lado na livraria. E eu não tinha levado a porra da máquina.
Sabe o que é pior ainda? Eu pensei: "Não vou aproveitar a sexta em BH para ir pro Rio passar o fim de semana. Da última vez que eu fui, meio que cagaram para mim, vou ficar um tempo maior sem ir agora." E o Skank estava indo para o Rio fazer show no Morro da Urca.
Voltei pra essa fria Curitiba. Ontem tinha show do Black Eyed Peas por 120 pratas e eu não tive carteirinha de estudante nem companhia.
Conclusão: fui jantar no japonês e beber.
Sabe o que é pior ainda? Vi Lost. E a Kate trepa com o Sawyer.
Será possível que tudo dá errado nessa vida???
Novembro 2, 2006
Com toda essa polêmica sobre a ilegalidade das legendas, eu quero deixar bem claro que eu só baixo seriado sem legenda. E como eu não tenho achado a 3ª temporada de Nip/Tuck em versão original, estou baixando episódios dublados em francês e sem legenda! Entendo assim uns 25% do que as pessoas falam, o que é melhor que nada, mas não suficiente para quem investiu 4 anos num curso na Aliança.
A única legenda que eu leio é quando a Sun e o Jin do Lost estão conversando, mas elas já vêm assim no episódio original e em minha defesa, eu não entendo coreano, nem pretendo aprender.
Todos preparados? Às 16hs, vou à casa do Roger ver o 305. Não quero saber quem morre! (Coloquei as mãos nos ouvidos) La la la la la la la la la la la la la la la la
Outubro 30, 2006
Sem spoilers desta vez
Dois posts sem falar de Lost. Chega desse jejum. Mas atendendo a pedidos, não vou publicar spoilers sobre o 304. Quem quiser vai no Lost In Lost devidamente favoritado aqui ao lado (com um certo atraso, diga-se de passagem). Mas posso dizer uma coisinha tola: o Sawyer apanha muito!
Depois de amanhã, tem episódio novo e sabe o que diz o promo? Vamos dar adeus a outro sobrevivente. Eu tenho meu palpite: acho que roda mais um tailer.
Com licença: vou ali ver o 1304 do E.R. e não volto mais hoje.
P.S.: Frango em francês é "poulet"? Acho que nunca aprendi essa palavra... Tinha alguma outra?
Outubro 29, 2006
O dia de voltar é sempre um lixo. Fico mais introspectivo e impaciente.
Algumas pessoas que eu gostaria de ter visto simplesmente ignoraram boa parte dos meus telefonemas e quando nos falamos, a conversa morreu naquele clássico "Vamos combinar". Tudo bem, não espero que ninguém esteja disponível para mim. A vida do resto das pessoas continua e eu não estou mais na rotina delas. Agora é preciso arrumar um tempo para mim. Mas quem arrumou o problema fui eu... eu resolvi ir embora da cidade... eu que me foda.
Outubro 28, 2006
Uma semana no Rio
Ok, chega de falar sobre a emoção de pousar no Rio. Até porque sábado passado estava nublado, eu estava sentado no corredor e o Caçador de Pipas me prendia mais do que a paisagem lá fora. Tem programa mais carioca do que ir para a Lapa no sábado à noite depois de comer uma pizza na Cobal? Lulu Santos no Circo Voador, com o retorno de Milton Guedes na gaita em uma versão impressionante de Apenas Mais Uma de Amor. O Lulu não estava muito certo das idéias, mas apesar disso e do atraso de 1 hora e meia, o show foi ótimo.
Você conhece o boneco falante do Yoda? Eu o conheci em meio a várias fotos de Buenos Aires e Foz do Iguaçu...
Work, baby, work. Sabe qual o problema de você contribuir tanto para que seu estagiário seja efetivado em outra área? É que você passa a ter que fazer o trabalho dele enquanto não vem outro. Essa semana aprendi aquelas coisas que eu sempre deleguei com o maior prazer, algumas das quais mal tinha noção de como fazer. E ralei o cu na ostra até tarde todos os dias. A maior vantagem de estar em viagem de negócios na sua terra natal é que você pode ir de táxi para o trabalho e almoçar nos lugares que você gosta por conta da empresa. Para a empresa, a maior vantagem é não pagar a parte cara dessas viagens: o hotel. Ou seja, todo mundo sai ganhando...
Dica: Seja o primeiro a chegar para almoçar no BenKei do Barra Shopping. O tratamento de rei é garantido (se não gosta de comida japa, esquece a dica).
Importante: a cebola do Outback ainda me dá azia. Por que eu teimo em esquecer isso?
Você já viu Deu A Louca na Chapeuzinho? Se não, veja dublado! Se sim, o que é aquele bode? "Precaver..."
A pergunta que não quer calar: por que sempre que volto ao Rio agora, eu cismo em ficar gripado? Comida da mamãe, clima tropical... o que há de errado com esse organismo meu?
Entre no site do Jornal dos Sports e leia as matérias do Reinaldo Japiassu. Eu sou um primo orgulhoso sim, e daí?
Outubro 19, 2006
Sabe no post aí embaixo quando eu perguntei onde estava a Rose? Já sei a resposta. Ela foi para o E.R.!
Hoje assisti o 1302 do ER (uTorrent, eu te amo) e lá estava ela: L. Scott Caldwell, a Rose, como médica do neném da Abby. A propósito, essa semana estava zapeando e passei pelo Warner, onde passava um episódio velho do ER e sabe quem apareceu como um cirurgião chato? Sam Anderson, o Bernard.
Sabe aquela teoria de que todos os personagens do Lost já se cruzaram num hospital? Bom, não sei quem se lembra, mas o Jin (Daniel Dae Kim) fez participação especial em vários episódios do ER como um assistente social. E sim, ele falava inglês.
E só para completar esse encontro dos dois seriados: quem aparece no 1303 do ER (sim, 1303; eu já disse que eu amo o uTorrent?) é a Colleen, aquela mesma que levou o tiro da Sun no 302 do Lost. A atriz se chama Paula Malcomson e penso - pela sinopse que li do 304 - que ela não morreu.
Bom, dizem que em Lost não existem coincidências. Será que tudo começou no County General Hospital de Chicago?
Só mais uns comentários sobre E.R.:
- Sally Field de volta sempre é bom
- Weaver rebaixada e ralando igual aos outros foi demais. Talvez ela agora apareça em mais episódios do que nas duas últimas temporadas, onde ela ficou meio na geladeira;
- Lembra da Audrey de Dawson's Creek? Virou estudante de medicina no ER!
- Sabe o Anspaugh, o chefão fodão do ER que vira e mexe dá as caras? Tomou uns socos do Jack Bristow outro dia.
Cara, sério, conexão entre os seriados é sensacional!
Lost S3 E03 com spoilers
Dude...
Que medo do Desmond! Caraca, como assim??? Medo mortal.
Ok, o episódio foi uma viagem. Locke emaconhado, fazendo aquele ritual típico dos índios navarro do Arquivo X, tendo visão do Boone e sacando que tinha que salvar o Eko do urso foi realmente uma viagem, típica de um... emaconhado. O que foi aquele passeio no aeroporto? Fala sério. E porra, esse episódio não ia revelar como ele tinha ficado paraplégico? De que adianta ler os spoilers se os spoilers mentem? Os mesmos malditos spoilers que anunciaram que o Santoro seria um dos Outros.
Aliás, entendi a função do Rodrigo Santoro e da outra novata. Jack, Kate e Sawyer estão sequestrados. Jin, Sun e Sayid estão voltando da doca. Libby, Ana Lucia, Boone e Shannon morreram. Eko tá fudido. Michael fdp e Walt foram embora. Sobraram naquela parte original da ilha: Claire, Charlie, Locke e Hurley. Ou seja, eles precisavam de mais sobreviventes. O Paulo apareceu do nada, como se estivesse ali há 70 dias. Mas beleza... eu ainda tenho a teoria que eles não o colocariam nos créditos se não fossem dar uma história legal para ele. By the way, cadê a Rose e o Bernard? Fornicando?
Permitam-me repetir: "que medo do Desmond!"
Episódios do Lost sem Jack e Kate são estranhos...
Aliás, a Michelle Rodriguez e a Cynthia Watros foram citadas ontem no Jornal da Globo, na reportagem sobre artistas hollywoodianos que se metem em encrenca com a polícia. É o efeito Lost e olha que a Globo nem exibiu a segunda temporada ainda!
Só mais uma coisa: eu tô com muito medo do Desmond.
Tempo, tempo, mano velho
Dizem que o cachorro é o melhor amigo do homem. Eu acho que é o tempo. Lentamente ele absorve os impactos, reduz a importância de fatos negativos, transforma em lembranças saudosas os bons momentos. O tempo torna o homem mais sábio. Faz com que ele possa agir como "cavalo em parada de 7 de setembro" diante de problemas frente aos quais um sujeito 30 anos mais novo se descabela. Estou de bem com o tempo hoje.
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Dália Negra
Eu cochilei assim que terminei meu lanche do McDonald's (Cheddar, óbvio) e perdi uns minutos fundamentais do filme. Presumo que foi isso que fez com que Dália Negra se convertesse numa viagem psicodélica pelos anos 40. Viajei muito, muito mesmo. O filme até tem um roteiro bem amarrado, mas tem personagens demais e histórias paralelas demais. Sim, as histórias e os personagens convergem para um final elucidativo, mas isso não muda o fato de que eu não entendi lhufas. Ou eu dormi na hora errada ou eu ando meio burro mesmo (as duas são possíveis).
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Esportes
O Flamengo está na primeira página!
Eu torço para que o Fortaleza saia da zona de rebaixamento. Tem pouco time do Nordeste na série A. Pra mim, sai Fortaleza e entra a Ponte Preta. Ponte, "Curintias" e São Caetano caindo no mesmo ano seria espetacular.
GP Brasil tá chegando... Decisão do campeonato, despedida do Schumi... Demais.
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Política
Fiz campanha pelo 2º turno sim. Tá parecendo que não vai adiantar nada e vamos ter que eleger o presidente sem saber o origem dos tais dólares. Mas quer saber? Dane-se. Cansei. Não aguento mais propaganda política, notícias sobre dossiê, Lula dizendo que Alckmin vai privatizar o avião, Alckmin dizendo que Lula é corrupto... um saco. Que isso acabe logo por favor, seja qual for o resultado.
Outubro 17, 2006
Eu falei que estava numa fase de "produzir conhecimento", mas aí o Caçador de Pipas me foi emprestado (juro que eu não consigo me lembrar se pela Rê ou pela Moniquinha, pq as duas falam com o mesmo entusiasmo sobre o livro). E como eu adoro temas culturais depressivos, o livro sobre o afegão mais ferrado da história é um prato cheio. Dizem que chora-se muito, mas até agora só me escaparam lágrimas em uma única passagem. Realmente o livro é bem melancólico e triste, mas extremamente bem escrito e com uma narrativa muito cativante.
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Eu falei que eu era uma ostra, depois um inseto desprezível e coisas do estilo. Desde sexta eu queria ser um avestruz para enfiar a cabeça na terra e sumir. Nunca eu me senti tão cocôzão, profissionalmente falando. Pessoalmente, já tinha acontecido uma vez... Enfim... Hoje literalmente me forcei a erguer a cabeça algumas vezes. Já tinha lido e até mesmo usado isso em livros, mas nunca tinha vivenciado um momento tão ruim, quando é difícil não olhar para baixo e quando encarar quem quer que seja é tarefa das mais árduas. Não quero ficar remoendo, mas se o presidente da sua empresa te mandasse um e-mail bem deselegante (para usar um adjetivo que atenue a situação) basicamente dizendo que você é um tremendo incompetente, você também dormiria mais de uma noite sobre o assunto.
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Alias está acabando: faltam duas semaninhas para o episódio final. A série realmente encontrou seu rumo na reta final. Outro ótimo episódio hoje. Na ânsia de descobrir quantos episódios faltavam, acabei lendo o destino de alguns personagens. Prego!
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Imprimi mais 136 fotos deste ano. Um álbum já acabou e eu estou apenas em fevereiro. Falta Buenos Aires, São Francisco do Sul, Santiago, New York...
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Parabéns pra Pat's e pra minha madrinha!
Outubro 15, 2006
Tem gente nova chegando no mundo! Bem vindo, Miguel!
Macri e Bruno, que filho bonito vocês fizeram... Fala sério!
Outubro 12, 2006
Previously on Lost...
Pode chamar de vício, é mesmo. Hoje às 11 da manhã, já havia terminando de ver o 2º episódio da 3ª temporada de Lost. Sim, estamos falando do episódio que passou ontem nos EUA. Não comentei sobre o primeiro, pois ando num processo criativo mais fértil que o normal e todo tempo em frente ao laptop é gasto com o Microsoft Word e meu arquivo
Provisoriamente sem título.doc. Os episódios estão bons, pois tiram algumas das dúvidas das temporadas passadas, mas sem grandes reviravoltas e sem dar muita pista de aonde isso vai chegar.
Bom, no primeiro episódio, a primeira sequência é a minha favorita. A queda do avião sob o ponto de vista dos Outros, inclusive Ethan e Goodwin, foi espetacular. Depois deu pra sentir que a Juliet será uma das protagonistas dessa nova fase. Kate com o vestido da Alex, Jack na escotilha sub-aquática e Sawyer mais devagar que os ursos foram os pontos altos. Duas frases ficam:
"We know exactly who you are, Jack Shepard" e
"The next two weeks are gonna be very unpleasant". Bom, e o objetivo principal foi esclarecer aquela história da Sarah com o pai do Jack.
Outra história que estava meio no ar era da Sun com o japa carequinha e esse foi o foco do flashback do 302. Depois do primeiro centrado somente no trio capturado, foi a vez de dar atenção ao pessoal do barco. E foi realmente legal ver a Sun fazendo algo mais útil que cuidar daquela horta, algo com mais movimento, tipo atirar, fugir, nadar etc. Quando vi o trailer da 3ª temporada, comentei que não gostei do tal do beijo, que só rolou nesse episódio. Continuo não gostando, mas algo que me diz que a história vai descambar pra esse lado mesmo; vamos ver... A melhor cena foi a última, com a TV mostrando os Red Sox's, aquela cara de espanto do Jack e a proposta indecente do Ben. Falando em Ben, a frase que fica é dele:
"Hi, my name is Benjamin Linus and I've lived on this island all my life".
Também tenho que comentar sobre
A Casa do Lago, sobre a 5ª temporada do
Arquivo X e sobre
O Desafio dos Super-Amigos, mas quando se trata de Lost, só consigo pensar nisso. Suponho que o terceiro episódio será sobre o Locke e vai explicar porque ele ficou paralítico - reveremos Claire e Charlie, Desmond, Mr. Eko e veremos pela primeira vez Paulo, personagem do Rodrigo Santoro (cujo nome já está nos créditos desde o 301). Bom, isso é o que eu li pelo menos, vamos ver se é verdade...
Outubro 4, 2006
Foi por medo de avião...
Quinta-feira cinematográfica me levou ao Crystal para ver
United 93. Os cinco anos dos ataques de 11 de setembro trouxeram alguns filmes para relembrar a tragédia. Já tinha visto
As Torres Gêmeas quando estive nos EUA e já comentei aqui sobre isso aqui. Vi mais uma perspectiva, talvez aquela que tenha ficado menos em evidência, ofuscada pela grandiosidade dos outros ataques. Era um vôo normal, como qualquer outro. O avião foi sequestrado, como outros 3 naquela mesma manhã. Só que aqui os passageiros se rebelaram, descobriram o que estava acontecendo em NY e se rebelaram. Atacaram os terroristas, descobriram a bomba falsa, invadiram a cabine. E o avião caiu e a tela escureceu.
Por uma dessas coincidências macabras da vida, no dia seguinte, foi a vez do vôo da Gol. Sem terroristas, sem passageiros rebelados, sem invasão de cabine. Quando eu cometo um erro no meu trabalho, um funcionário deixa de receber um pagamento por um ou dois dias. Quando eu erro feio, a minha empresa tem algum pequeno custo adicional. Quando o piloto ou o co-piloto do jatinho erraram, invadiram a rota de outra aeronave e provocaram um tipo de acidente dos mais raros na aviação comercial: o choque de duas aeronaves no ar. E no duelo de gigantes aéreos, venceu o mais fraco. O maior foi mais frágil, Aquiles atingido em seu calcanhar, perdeu o controle e caiu, levando consigo mais de 150 vidas.
Eu tenho muitas horas de vôo. Esse ano então... mudei de categoria no cartão fidelidade em apenas 5 meses. Nessas horas me bate um desespero. Penso que vira e mexe sou eu dentro do avião e me ponho a pensar o que eu faria. O que passaria na minha cabeça se o avião estivesse caindo? Eu conseguiria ligar para minha mãe e dizer um "eu te amo" pela última vez? Eu teria sangue frio para encarar a morte de frente? Eu poderia ser o único sobrevivente e ficar perdido na floresta durante dias, esperando resgate? Eu rezaria, pediria perdão a Deus? Pensaria nos meus amores não amados, nos meus livros não publicados, nos lugares não visitados? Tanta coisa passa pela cabeça...
Busco conforto nas estatísticas, que insistem em afirmar que o avião é o meio de transporte mais seguro que existe.
Diz isso pro meu amigo que perdeu o pai nesse acidente.
Outubro 2, 2006
Aposentem os narizes de palhaço.
Vamos ter segundo turno!
Setembro 29, 2006
Como assim o Lula não foi ao debate? Meu Deus... Isso é uma confissão de culpa ou o quê?
Nosso presidente é um rato, um covarde. Ele não é homem suficiente para enfrentar os outros candidatos e escutar as perguntas sobre mensalão, sanguessugas, dólares na cueca e dossiê. Desde que essas falcatruas começaram a aparecer, eu digo que o Lula ou é muito burro ou é muito cínico. Acho inacreditável que um cara com a posição dele não saiba de todas essas barbaridades que rolam debaixo de seu nariz. Hoje, com a recusa dele em participar do debate, veio a comprovação: ele é cínico mesmo. Cínico e covarde.
Com que autoridade eu falo? Com a autoridade do meu voto. Porque eu fui um imbecil e votei nele há 4 anos. Eu devia ter escutado a Regina Duarte, que tinha medo. Mas eu achava o Serra antipático e parecido com o Alonso (meu antigo diretor) e aí não quis votar nele. Burro sou eu. O Lula é cínico. Cínico e covarde.
Sabe o que é mais revoltante? Esse sujeito tem mais de 50% dos votos válidos e vai ser reeleito no primeiro turno por uma parcela da população que não tem a menor noção do que está acontecendo e ainda se identifica com o passado de metalúrgico sem dedo do barbudo. 50% do povo iludido.
Em 92, estouraram escândalos sobre o nosso então presidente Fernando Collor. Era a república dos marajás, PC Farias, lembram? Ainda que vagamente, lembram? Pois é. Teve pressão popular, cara pintada na rua, sociedade mobilizada. Impeachment.
Agora o povo se acomodou. A TV fala, bate na mesma tecla todos os dias, mas parece que a gente se acostumou com a corrupção e com as falcatruas. Agora falta que 50% do povo se acostumem com a covardia do nosso maior governante, já que os outros 50%, ao que tudo indica, vão cometer um crime político contra o país neste domingo.
O Cristovam Buarque é uma vitrola engastalhada. Educação, educação, educação. Ok, é fundamental, mas porra! Fala sobre outra coisa!
Bom, mas no geral, o debate foi bom. Muitas vezes eles falam do que tem que mudar, sem explicar como mudar. Mas os ataques ao Lula predominaram e como eu tô com raiva dele, achei ótimo.
Dia 1º, vocês vão votar com nariz de palhaço?
Setembro 27, 2006
Around The World
ou o momento "Meu Querido Diário"
Sexta. Curitiba.
Aniversário do primo desconhecido do Roger = conhecer um novo bar. Crossroads é o nome do dito cujo e não tem nada a ver com o filme homônimo da Britney Spears. É um bar de motoqueiros, com som ao vivo bem legal. Chapei com uma Smirnoff Ice e um Sex On The Beach (em homenagem ao ET) e apesar da garota de saia camuflada que me dava mole, saí no zero a zero. Afinal, o nome dela era Suellen. E já dizia o Caco Antibes: "Suellen... Uóshinton... Eu tenho horror a pobre!!!"
(que maldade...).
Sábado. Curitiba.
3 horas e meia de sono apenas, acordei às 5:45 da matina, fiz minha mochila e me mandei para o aeroporto. Como o Roger ia junto, não dava pra me atrasar ou pra chegar em cima da hora como tenho feito ultimamente (espera até ler o que aconteceu hoje), então fiquei lá na fila da Gol mofando até puxarem meu vôo.
Sábado. Rio de Janeiro.
Saca o esquilo do Sem-Floresta? Baixou em mim quando o avião pousou. Fui pra Copa, botei o casaco na lavanderia, rearrumei a mochila, passei no salão onde minha mãe fazia as unhas para vê-la, peguei o metrô, Linha 1 inteeeeeeeeeeeeira, desci na Saens Peña, andei até a casa da Ferna no Andaraí (tá no IPTU!!!), escutei o CD da amiga da Kley enquanto aguardava o Coxinha e rumamos para a estrada.
Sábado. Niterói.
Maldita obra e engarrafamento da Avenida do Contorno. Os muitos minutos perdidos ali deram a idéia de dizer ao Renato e à Flavinha por telefone que eu tinha perdido o vôo e tinha ficado em Curitiba - na verdade, o vôo tinha sido cancelado e como era da Varig, só sairia outro no dia seguinte. Muita maldade com a coitada da Varig, eu sei, mas foi muito engraçado...
E a propaganda da Ecosport... deixa pra lá. No geral, essas duas figuras me fazem muito bem.
Sábado. São Pedro d'Aldeia.
O Renato (Príncipe) já tinha dito a todos que outro dia eu elogiei a Varig no meu blog, que era mó vacilo, coisa e tal. O tio Alvinho já tinha dito que eu era tão inteligente e mesmo assim comprava passagem da Varig. Ou seja, quando eu saí do carro e todos me viram, pedi desculpas em pensamento à coitada da Varig que foi achincalhada pelos companheiros de luau. E quando a Flavinha me viu, obviamente o berro foi ouvido do outro lado da Lagoa de Araruama.
Caipivodkas, pessoas novas (com destaque para o Rica e a Mari, dos quais gostei instantaneamente e totalmente de graça), pessoas de sempre (porém não menos importantes), piscina (mesmo gelada) e a famosa e saborosa coxinha do tio Alvinho... oh my God...
De noite, começaram os preparativos para a festa brega. Vesti meu short listrado marrom e preto, a camisa verde do clean-up day, os óculos amarelos, um gorro à la "Onde Está Wally?", meia soquete, sandália hawaiana, e uma gravata dessas de zíper, com um pequeno detalhe do cadarço do short por sobre a gravata. Uma figura... Ainda tinha a Flavinha vestida de pista de dança, a Ferna de cowgirl, o Rica de caipira com todos os apetrechos pendurados (destaque para o pente vermelho igual ao que o meu pai tinha), o Príncipe com sua camiseta do Wando (você é lâmpada, é relâmpago, estrela-de-Davi e banana), o André Abdul, a tia Regina de Sandra de Sá, o Daniel de Agustinho Carrara e o melhor de todos... o tênis do Riggs!!!
Muito som, Ice, ovo de codorna, belisquetes etc. No concurso dos mais bregas, deu Rica e Tia Rê e foi o momento da minha pérola sem noção - "Eu voto na vaquinha!". E em breve no YouTube a canção "Ser Humano" de autoria do André Abdul. E sabe o que é o pior? O cara não tava bêbado.
1 e meia da manhã, a frente fria entrou, o vento nos expulsou e a festa continuou em casa. Bêbado é uma merda, né? Então tivemos que escutar frases como "Por favor, conserta minha perereca. Minha perereca parou de brilhar", ou "Deixa eu cheirar sua bunda pra ver se você peidou", "Por favor, mãe, cozinha feijão pra mim, só 12 carocinhos por favor". Acho que às 5 todos estavam finalmente dormindo.
Domingo. São Pedro d'Aldeia.
Tempo xoxo = piscina vazia. Mais uma edição do churrasco do tio Alvinho, O Globo de cabo a rabo e várias partidas de ping pong - eu ensinei a Mari a jogar ping, acredita? E já que estou me gabando: o que foi ganhar da Ferna por 2 pirulitos? O que foi desbancar o rei da mesa? Cara, sério, eu jogo muito.
Ok, faltaram a Carol, a Belíssima, o Sergio e a Aninha. Mas ainda assim foi outro finde memorável...
Domingo. Niterói.
Maldita obra e engarrafamento da Avenida do Contorno.
Domingo. Rio de Janeiro.
Pronto. Finalmente foi hora de matar saudades de mamãe, atualizar as novidades sobre Patrocínio, tomar água de coco e todas essas coisas boas que nos esperam na volta pra casa.
Segunda. Rio de Janeiro.
Work, baby, work. Hard. De Copa para Botafogo para o Centro para a Barra e de volta para Copa, com direito a rever Marco André, além de Belinha, Bianca, Adenir, Nabuco, mas os outros membros do meu dream team no almoço do Tarantino! Uau... Tarantino! Desde setembro de 2002 não comia neste restaurante... que saudade. Bom, e revi a galera do escritório do Rio também, o que nunca é demais.
Terça. Rio de Janeiro.
Work, baby, work. Hard. De Copa para o Centro e para a Barra, com direito a rever Marina Loirão, almoçar no Benkei com a Lud e sair às 5 em ponto, afinal tinha que buscar meu casaco na lavanderia - em Curitiba sem casaco, não sou ninguém - e cortar o cabelo. De cabelo cortado, barba feita e colírio nos olhos vermelhos, virei um novo homem, bonito outra vez (ando convencido esses dias). Levei Lucky pra passear, vi minha madrinha e meu tio e vi um fantástico episódio do Alias. Como assim clonaram a Sidney? E ainda arrumei tempo para visitar os Lydios na casa nova e ver minha mãe pagando mico no vídeo do casamento.
Quarta. Rio de Janeiro.
Não aprendi a dizer adeus. Mas às 8 da matina meu vôo decolou do Santos Dumont.
Quarta. São Paulo.
Desci em Sampa às 9 e aí foi work, baby, work. Hard.
Momento emocionante do dia: cheguei a Congonhas às 14:20 para pegar um vôo que saía... às 14:40! Vinte minutos! VINTE!!! 20! Tem noção?
Mas como eu sou sagaz e só trazia minha mochila a tiracolo, consegui fazer check-in e tive a sensação única de adentrar a sala de embarque e escutar meu nome sendo chamado no auto-falante: "Senhor Fernando Carneiro Filho, embarque imediato, portão 11". Só faltou dizer "anda, porra!".
Quarta. Curitiba.
Depois dessa maratona, ainda cheguei ao trabalho às 4 da tarde para responder meia dúzia de 20 e-mails e apagar os incêndios. Não achei o Ades de morango essas coisas, mas vou tomar toda a caixa. Maria Sapatão deu as caras de novo. Não malhei e ainda comi Baconzitos. Vi um episódio velho do Arquivo X. Esqueci de ligar para dar parabéns ao meu compadre. Atualizei o blog. Fim.
Setembro 22, 2006
Eu ia escrever sobre política, afinal fiz meu dever de cidadão e acompanhei as entrevistas dos 4 candidatos no Bom Dia Brasil. Mas aí eu entrei no Legendado e vi promos da nova temporada de Lost. E esse assunto me pareceu mais interessante a essa hora. Caraca! Já deu pra ficar tenso!
Bom, já fiquei irritado também, porque não gostei daquele beijo. Não gosto dos dois juntos e pronto. Torço pro outro vértice do triângulo.
4 de outubro nos EUA. 5 de outubro no uTorrent. E o meu laptop novo é rápido - não corro risco de delay entre imagem e som. Tudo pronto pra Lost!!!
Alias foi demais. Eu desconfiava muito que o Vaughn estava vivo, porque ninguém morre de verdade no Alias. Eu gosto muito da Irina, apesar de ela ser uma filhadaputa.
Só vi o 301 do NipTuck no sábado. Conclusão: esqueci deles na terça. uTorrent é a salvação.
Amanhã eu falo de política depois de arrumar a mala.
Setembro 17, 2006
Malhação
Devo estar doente mesmo: malhei 2 dias seguidos.
Já consigo tocar o chão com as mãos durante o alongamento.
Minha calça jeans preta, mais velha que minha avó, voltou a não me apertar.
Resumo: tô quase gostoso.
Filmes
Um finde dedicado ao cinema nacional.
No sábado,
Cidade Baixa com Wagner Moura, Lázaro Ramos e Alice Braga, sobrinha da Sonia. Uma história bem submundo, de uma realidade muito distante da minha. Interessante, divertido por seu linguajar vulgar e... cadê o final? Vou procurar um pedacinho do filme ali na outra escotilha, pois definitivamente sumiu.
O momento mais surreal para mim foi quando um dos personagens (acho que foi o "Dois Mundos") solta a pérola "Zé Boceta". Uma das histórias preferidas da minha família a respeito da minha infância é da época em que eu gostava de constranger minhas tias e, com uns 3 anos de idade, acompanhado por elas, passava por uma banca de jornal, apontava para uma Playboy ou suas variantes e gritava: "Olha o Zé Boceta!". É aquela velha história: você vê uma criança de 3 anos fazendo isso e acha engraçado; você vê um marmanjo de 30 e manda interná-lo - num hospício ou no AA.
Prepare-se para a putaria: a Alice segue os passos da tia e aparece nua em 90% de suas cenas, incluindo aquela em que o Lázaro roça a boca em sua... ahn... xoxota. Mas ok, somos todos adultos e ninguém aprendeu isso no filme.
No domingo, algo mais sério... nossa próxima esperança de Oscar,
Casa de Areia. Dizem que a crítica norte-americana ficou muito impressionada com as atuações das duas Fernandas. Tá no sangue mesmo. As duas arrebentam.
Eu sou fã de praticamente qualquer saga. Esta cobre um período de 60 anos e três gerações de uma família engolida pelas areias de uma região remota do Brasil, filmada nos Lençóis Maranhenses. A cena final com Fernanda Montenegro hippie contracenando com Fernanda Montenegro idosa resignada, falando que na Lua o homem encontrou areia, é impagável. Sem falar na beleza visual... A locação já favorece, mas o trabalho de fotografia que torna o céu branco, aliado aos figurinos preto e branco em sua maioria, reforça a sensação de imensidão e o sentimento de impotência de Áurea, sua mãe e sua filha. Areia, areia, areia... reticências. Muita areia.
Não esperava o "Zé Boceta" da Fernanda Torres... pra mim, ela já tinha passado dessa fase.
Não deixe de assistir o making of: uma aula de como fazer cinema em condições adversas.
Livro -
Crimes do Mosaico
Honestamente, achei meio cansativo. Talvez seja um pouco inteligente e com elementos históricos demais para o meu gosto. Li uns 20 livros seguidos, de J.K.Rowling a Maitê Proença, passando por alguns de Dan Brown. Agora vou dar uma pausa. É hora de produzir em vez de absorver.
Setembro 15, 2006
Pensando bem, eu não sou um inseto... Sou uma ostra.
Que se esvai em merda há 3 dias.
E que está perdendo o show do Skank hoje.
Alguém aí é terapeuta?
Oh crap. O show do Village People em Curitiba foi cancelado. Vou ali devolver minha fantasia de policial e já volto.
(Obs.: Créditos da piada vão para o Roger)
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Muitas aftas, muito gases, muito enjôo. No fundo, eu sou um inseto desprezível das terras geladas.
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O William Waack disse: "As baleias brancas estão trocando o litoral argentino pelo de Santa Catarina.". Eu sabia que as baleias eram bichos inteligentes.
Talvez eu odeie a Bolívia tanto quanto a Argentina. Ou talvez o Evo Morales seja argentino... Ou talvez eu tenha ficado muito chato hoje à noite.
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Quanto a Heloísa Helena quer para nunca mais abrir a boca? Puta mulher chata da porra.
Quem esses tais de Eymael e Bivar pensam que são? Eles realmente acham maneiro viajar pelo Brasil falando bobagens vazias, sabendo que eles não vão passar de 1%. Caralho, vai procurar um tanque pra lavar roupa. Político é tudo uma raça desgraçada.
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Uau! O Gui e a Tereza vão casar em março. Vou ali no site da Gol comprar passagem.
Ah! Voltei a andar de Varig. Fui, voei, cheguei. E no horário!
Setembro 9, 2006
Post inédito sobre a viagem
Pousei no Rio nesta quarta. Depois de assistir
Zuzu Angel não vejo mais a restinga da Marambaia com os mesmos olhos.
Desta vez eu lembrei de trazer o carregador do celular carioca. Só esqueci as chaves de casa.
Tô perdendo o medo do MotherFokker 100.
Em terras cariocas
Quarta foi dia de ralação, normal, padrão. Dia de rever a galera, almoçar no Cervantes e no fim do dia pegar minha roupa na Só A Rigor.
Quinta-feira, feriado, parada da Independência. Meio fraque, eu e mais 13 padrinhos (eu ouvi recorde?) e desta vez minha companhia não foi a Ferna, mas a Bebel, uma prima da noiva. Isso foi meio diferente, já que minhas outras experiências entrando na igreja para abençoar amigos foram ao lado da Ferna, mas a vida é assim: você não fica sempre ao lado da mesma mulher...
Ou sim, no caso dos que estão casando. Enfim, como vou ficar para padrinho mesmo, fui lá com meu meio fraque alugado, meu sorriso de quem não teve paciência pra completar o tratamento do aparelho e a Bebel ao lado em seu vestido roxo, testemunhar o casório do Júnior e da Lydia. Falando entre os dentes, fazendo gracinha para a câmera e dando uma meia parada para os amigos tirarem fotos (péssimas fotos aliás), andei pela igreja ao som do tema de
Star Wars, acredite quem quiser. Ao som de
She, entrou a Lydia com um belo vestido e como diria um dos padrinhos, ela estava ma-ra-vi-lho-sa, assim bem pausado e afetado.
Bom, a cerimônia foi padrão, bem bacana e descontraída, como todo casamento deve ser. Ao som de
Mundo Melhor, a música de cuja gravação eu tive a honra de participar, houve a troca de alianças (eu ouvi lágrimas?) e ao fim, como no final de temporada de um seriado americano, ele de surpresa pegou o microfone e fez uns votos que trouxeram mais água aos olhos de todos os presentes - e a mulherada agradece de joelhos ao inventor da maquiagem à prova d'água.
Aleluia! Aleluia! para coroar a cerimônia. É justo depois de 11 anos de namoro. É justo causar risadas depois de tanta emoção.
A festa.
My Love na voz de Paul McCartney para a primeira dança deles, e
New York, New York para a dança dos pais e padrinhos. E como tradição é tradição, podem até nos separar na igreja, mas com
New York, New York, não tem conversa: quem dança comigo é a Ferna (culpa do Paulo e da Bebel, nossos pares, que não apareceram na pista de dança).
Sessão de fotos. Não, não tô falando daquelas fotos clássicas que os padrinhos e pais tiram ao lado dos noivos (isso teve também, claro). Tô falando de um telão que passou fotos dele, dela, deles, da família deles (é, Aninha, quem acabou pagando o mico foi você) e dos amigos. Uau! Quanta história! Quantos momentos, quantas viagens, quantas celebrações, quantas cores de cabelo, quantos casais que não sobreviveram para testemunhar a união desses dois personagens únicos. E personagens únicos que são, tiveram uma festa de carnaval. Em dado momento, começam a aparecer perucas, colares, narizes de palhaço, arcos com antenas e afins e tudo terminou em samba.
Sonhar não custa nada e muita gente passou a sonhar com uma festa de casamento igualzinha ou pelo menos com um amor do tamanho do deles.
E se dizem que em casamento, os noivos conseguem dispensar no máximo 5 segundos de atenção para cada convidado, posso me sentir honrado de ter conseguido essa foto.
Felicidades aos dois e obrigado por me deixar ser parte dessa história.
Setembro 8, 2006
Justo quando eu achava que meu coração não era mais capaz de amar, você chegou devagar, preenchendo cada espaço da minha vida.
Justo quando eu achava que não tinha mais nada a ensinar, você veio com seu jeito quase ingênuo de acreditar que um bom futuro existe.
Justo quando eu tinha aceitado meu egoísmo, me flagrei por horas dedicando meu pensamento a você.
Justo quando eu tinha me acertado com a solidão, vi você dormindo a meu lado.
Justo quando eu acreditava que não era importante pra ninguém, você dependeu de mim.
Justo quando eu julgava impossível ser um idiota apaixonado, me peguei sorrindo com migalhas da sua atenção.
Justo quando eu pensei que ia me envolver, existia a distância.
Justo quando eu achei que podia dar certo, existia uma terceira pessoa.
Justo quando eu sonhava, eu acordei e tive que lutar para te esquecer.
P.S.: Eu prometo comentar sobre o casamento do ano no próximo post.
Setembro 5, 2006
Minha melhor definição
Esses dias me disseram que eu sou uma bomba relógio.
Concordo.
P.S.: 1 grau abaixo de zero nesta madrugada. Ninguém me contou não. Eu vi.
Setembro 3, 2006
Sabe aqueles dias em que tudo vai por água abaixo?
Agosto 30, 2006
Zuzu Angel
Eu já sabia que eu ia chorar. Chorei no Harry Potter, não ia chorar no Zuzu Angel? Filmes com temáticas entre pai e filho ou mãe e filho sempre mexem bastante comigo (tipo, um dos meus filmes favoritos é Peixe Grande), então o sofrimento e a agonia da Zuzu para conseguir descobrir o que acontecera com o filho revolucionário culminaram em lágrimas quando ela "reencontra" o filho naquela bonita cena do cartaz do filme.
Quando o filme termina naquele acidente, a sensação de revolta e impotência é tão grande que dá vontade de ter vivido naquela época pra lutar contra os militares. É triste saber que aquilo não é floreado, aconteceu daquele jeito mesmo. A carta do companheiro de prisão, o depoimento do militar, as 60 cópias da declaração distribuídas pelo Chico Buarque... Nada.
Um belo filme, uma Patrícia Pillar magnífica com um sotaque mineiro até bem natural e todas aquelas participações especiais globais. Eu nunca consegui decidir se eu gosto ou não da Luana Piovani, mas não dá pra imaginar outra atriz fazendo a Elke Maravilha.
Frase que fica: "A realidade cisma em ser maior que os nossos sonhos"
Angélica
Chico Buarque
Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho?
Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar
Quem é essa mulher
Que canta sempre esse lamento?
Só queria lembrar o tormento
Que fez meu filho suspirar
Quem é essa mulher
Que canta sempre o mesmo arranjo?
Só queria agasalhar meu anjo
E deixar seu corpo descansar
Quem é essa mulher
Que canta como dobra um sino?
Queria cantar por meu menino
Ele já não pode mais cantar
Agosto 26, 2006
Porque eu mordo seu dedão e você limpa meu nariz. Porque você diz que me ama na hora em que eu preciso ouvir. Porque você diz que vai sentir minha falta quando eu for embora. Porque você tem medo que eu te julgue pelas suas bobagens, mesmo que eu termine apenas rindo da sua cara. Porque depois de mais de 10 anos juntos, continuamos descobrindo coisas novas um sobre o outro. Porque ver você com outro me destrói e saber que você está com outro me corrói, mas se eu estiver com outra, você fica feliz; enciumada, mas feliz. Porque quando eu te vejo sofrer, eu sofro junto. Porque eu sinto saudades da sua voz se passo um dia sem te telefonar. Porque a gente se diverte demais. Porque eu te cubro se você tem frio e cavo sua cabeça tentando fazer carinho. Porque você ri das minhas besteiras sem graça. Porque você elogia minha voz e pede para ouvir minha música. Porque temos segredos só nossos. Porque você é minha amiga e vai ser foda ficar longe de você. Porque jamais vou te esquecer mesmo sem jamais te ter. Ainda pergunta por que te amo?
Fernando Carneiro, 2005.
Agosto 21, 2006
Curitiba, 6 graus, madrugada de 20 para 21 de agosto.
Voltei.
Agosto 16, 2006
Rio de Janeiro
Voltei. Muitos dólares mais pobre. É, me deu um surto consumista nos últimos 2 ou 3 dias da viagem. Fazer o quê?
Bom, vi tudo e mais um pouco. Foi minha 2a vez em NY, uma no auge do inverno e outra agora no auge do verão. Eu poderia dizer que é um calor insuportável etc e tal, mas o inverno do Rio tem as mesmas temperaturas, então deixa quieto. Do Central Park (incluindo aí a Bethesda Fountain, os Strawberry Fields e a frente do Dakota) à baixa gorda e verde Estátua (igualzinha àquela da Barra, by the way), vi e revi a capital do mundo.
Top 10:
1) Ver o deslumbramento do seu melhor amigo (ou neste caso, a) vendo a Times Square pela primeira vez
2) Fantasma da Ópera na Broadway
3) Estar com a Kley no aniversário de 10 anos da ida dela pra NY (apesar da facada na hora da conta)
4) Descobrir o prédio do Friends
5) Museus: do Sexo e Madame Toussaud
6) Assistir o filme sobre o World Trade Center e ao sair passar por cima de onde ele estava
7) Central Park no verão
8) Músico-pedinte na estação do metrô tocando Tom Jobim
9) Passe de 1 semana para a academia
10) PS1 - bela experiência antropológica, incluindo a Water Taxi Beach e sua vista de Manhattan - e nights em geral
Top 5 Piadas Internas:
1) Telhados de Nova York
2) Par é para a direita, ímpar é para a esquerda
3) Wanna fuck?
4) Cara, tem um lugar novo irado para tomar café da manhã... Starbucks!
5) Oba! Um Citibank!
Top 5 Crap:
1) Perder meu Amex
2) O calor no metrô
3) Esquecer de levar o cartão do programa de milhagem
4) A barata do St. Marks
5) Tip para tudo e todos o tempo todo
Top 5 Momentos Tensos:
1) O mendigo perseguindo a Kariley
2) Dealers oferecendo maconha no meio do East Village
3) Pegar o N ao invés do R ou do W e ir parar no Brooklyn
4) As ratazanas gigas da Bond Street
5) Telefone tocando às 5:30 no St. Marks perguntando se estava tudo bem no quarto e batidas na porta 5 minutos depois.
Agora estou tirando férias das férias, porque o ritmo da viagem foi mais intenso do que meu dia-a-dia de trabalho. Aliás, as férias estão acabando... Damn it.
Agosto 10, 2006
World Trade Center
No Brasil, a estreia eh so dia 25 de setembro, pelo que eu soube, mas ja tive a oportunidade de ver o filme "As Torres Gemeas", ou " World Trade Center" aqui em New York, no cinema Regal que fica na esquina da West com a Vesey, ou seja, de frente para o WTC Site. O filme toca por ser uma historia real e mexeu bastante com os americanos que estavam no cinema - tipo geral chorando. O Stone evitou o sensacionalismo de mostrar o choque dos avioes com as torres e mostrou tudo sob o ponto de vista dos policiais vividos pelo Nicholas Cage e pelo latino cujo nome nao sei. Fica bem evidente que ninguem estava preparado para algo daquela magnitude e as informacoes desencontradas eram tantas que o cara entra no predio 1 sem ter nocao que uma torre ja se chocou com o predio 2. E quando ele resolve dar atencao aos rumores e pergunta pelo radio "Aconteceu alguma coisa com a torre 2?", ocorre o primeiro desabamento. Eh impressionante imaginar que aqueles caras passaram todo aquele tempo ali embaixo e mais chocantes ainda sao as informacoes do final que revelam que o "sargent" vivido pelo N. Cage se submeteu a 27 cirurgias!
Bom, o filme peca pelo excesso de sentimentalismo em um determinado ponto. Tudo bem que ele precisava dar a nocao de que o tempo estava passando e que a unica coisa que mantinha os caras vivos era a lembranca das respectivas familias, mas enfim... exagerou um pouco.
Nao perca a participacao do Ethan (sim, o malvado do Lost que sequestrou o baby da Claire e amarrou o Charlie na arvore). Piscou, perdeu.
Sair do cinema e passar exatamente em cima do Ground Zero tornou a experiencia ainda mais emocionante.
Acordar hoje e tomar conhecimento das noticias sobre os atentados desmontados no aeroporto de Londres eh ainda mais triste, porque isso nao tem fim. Esses soldados vao de Israel para o Libano, dos EUA para o Iraque, da Inglaterra para o Afeganistao... e num determinado momento, todos estao lancando tiros e bombas e misseis para todos os lados, e ninguem sabe mais porque esta fazendo guerra. Os avioes que seriam explodidos hoje la no Heathrow vinham para NYC e Washington e parece que andaram aumentando a seguranca aqui. Ta rolando um receio, mas espero que ate segunda a situacao ja tenha esfriado, pois quero ir embora pro Brasil!
Bom, ontem foi o dia dos observatorios. Subimos (eu e Ferna) no Empire State e no GE Building (que eh aquele que bloqueia a sua visao do Central Park quando se esta no topo do Empire). Otimas fotos, bela vista, tempo quente. Ah, calor. Como faz calor aqui! Eu quero o frio curitibano! (zzzzzzzzzacanagem, ta otimo aqui). E hoje fui de manha ao Greenwich Village encontrar o predio onde moravam os Friends. So por fora, logico, ne? Bom, enfim, encontrei. Eh uma esquina super tranquila numa area super arborizada da cidade. Me senti assim numa cidade do interior de Minas. E tirei foto daquele predio ali na Bedford com a Grove, que alias nao da nenhuma indicacao de ser o predio dos Friends - mas eu sagaz que sou descobri este lugar num folheto que anuncia um passeio turistico por locacoes de filmes e seriados de TV). Pra que pagar 32 dolares se da pra pegar a rua 4 all the way West e entrar na Grove ate encontrar a Bedford?
Cara, serio, manjo muito da Big Apple.
Agosto 9, 2006
Oi, aqui fala o Ferno diretamente do Jazz-o-town, hostel no East Village, NY.
Essa cidade eh foda, cara, nao tem jeito. Os dias aqui sao muito intensos... Em 3 dias, foram mais de 150 fotos, pouco restou das minhas pernas e eu tenho uma bolha nova no meu pe. Anda-se muito na Big Apple. Muito mesmo.
Ainda nao consegui passar do midtown. Como a Kley mora no East Village, saimos bastante por aqui e pelo SoHo. Hoje eu e Ferna fomos a Washington Square (onde tem aquela replica do arco do triunfo que sempre aparecia no Friends) e andamos na area da NYU, mas ja tinhamos andado pelo Financial District (pela Wall Street), Battery Park, antigo World Trade Center (mega canteiro de obras), pelo NoHo, enfim... downtown done. Estatua mais uma vez so de longe, vista do Hudson River Park.
O bom de NY eh que vc anda o dia inteiro, faz um monte de coisas e nao ve metade do que tem pra ser visto. Passamos pela Times Square todos os dias, no domingo para que a Ferna conhecesse, na segunda para ir ao Madame Tussaud (milhares de fotos com as celebridades de cera), e hoje para ver O Fantasma da Opera. Wow... Breath-taking. Eh uma producao enorme, espetacular, inimaginavel... O Tussaud eh legal, mas algumas esculturas deixam a desejar. Tirei uma foto agarrando a bunda da Jennifer Lopez e da Beyonce, mas a Madonna e a Shakira nao chegam nem perto de parecer com as pessoas reais. Ah! E a Whoopi e o Morgan Freeman realmente parecem de verdade, chega a dar medo segundo a Ferna.
Ontem a Kley nos levou a um restaurante tailandes e depois a um negocio de karaoke do lado - tem muitos lugares para ir aqui no East Village.
Amanha mudo para o hotel e acho que o item conforto da um improvement.
Kley tb descolou um passe de uma semana para uma academia com a desculpa de que eu vou me mudar pra ca mes que vem. Tirando o cara que quer porque quer fazer a minha inscricao definitiva, esta sendo bem divertido. A academia eh bem alto nivel...
Com certeza faltou contar coisas, pq eu mesmo nao lembro tudo que ja fiz aqui nesses 3 longos dias. Amanha tem Empire State de manha e Central Park a tarde. See ya!