Agosto 30, 2006
Zuzu Angel
Eu já sabia que eu ia chorar. Chorei no Harry Potter, não ia chorar no Zuzu Angel? Filmes com temáticas entre pai e filho ou mãe e filho sempre mexem bastante comigo (tipo, um dos meus filmes favoritos é Peixe Grande), então o sofrimento e a agonia da Zuzu para conseguir descobrir o que acontecera com o filho revolucionário culminaram em lágrimas quando ela "reencontra" o filho naquela bonita cena do cartaz do filme.
Quando o filme termina naquele acidente, a sensação de revolta e impotência é tão grande que dá vontade de ter vivido naquela época pra lutar contra os militares. É triste saber que aquilo não é floreado, aconteceu daquele jeito mesmo. A carta do companheiro de prisão, o depoimento do militar, as 60 cópias da declaração distribuídas pelo Chico Buarque... Nada.
Um belo filme, uma Patrícia Pillar magnífica com um sotaque mineiro até bem natural e todas aquelas participações especiais globais. Eu nunca consegui decidir se eu gosto ou não da Luana Piovani, mas não dá pra imaginar outra atriz fazendo a Elke Maravilha.
Frase que fica: "A realidade cisma em ser maior que os nossos sonhos"
Angélica
Chico Buarque
Quem é essa mulher
Que canta sempre esse estribilho?
Só queria embalar meu filho
Que mora na escuridão do mar
Quem é essa mulher
Que canta sempre esse lamento?
Só queria lembrar o tormento
Que fez meu filho suspirar
Quem é essa mulher
Que canta sempre o mesmo arranjo?
Só queria agasalhar meu anjo
E deixar seu corpo descansar
Quem é essa mulher
Que canta como dobra um sino?
Queria cantar por meu menino
Ele já não pode mais cantar
Agosto 26, 2006
Porque eu mordo seu dedão e você limpa meu nariz. Porque você diz que me ama na hora em que eu preciso ouvir. Porque você diz que vai sentir minha falta quando eu for embora. Porque você tem medo que eu te julgue pelas suas bobagens, mesmo que eu termine apenas rindo da sua cara. Porque depois de mais de 10 anos juntos, continuamos descobrindo coisas novas um sobre o outro. Porque ver você com outro me destrói e saber que você está com outro me corrói, mas se eu estiver com outra, você fica feliz; enciumada, mas feliz. Porque quando eu te vejo sofrer, eu sofro junto. Porque eu sinto saudades da sua voz se passo um dia sem te telefonar. Porque a gente se diverte demais. Porque eu te cubro se você tem frio e cavo sua cabeça tentando fazer carinho. Porque você ri das minhas besteiras sem graça. Porque você elogia minha voz e pede para ouvir minha música. Porque temos segredos só nossos. Porque você é minha amiga e vai ser foda ficar longe de você. Porque jamais vou te esquecer mesmo sem jamais te ter. Ainda pergunta por que te amo?
Fernando Carneiro, 2005.
Agosto 21, 2006
Curitiba, 6 graus, madrugada de 20 para 21 de agosto.
Voltei.
Agosto 16, 2006
Rio de Janeiro
Voltei. Muitos dólares mais pobre. É, me deu um surto consumista nos últimos 2 ou 3 dias da viagem. Fazer o quê?
Bom, vi tudo e mais um pouco. Foi minha 2a vez em NY, uma no auge do inverno e outra agora no auge do verão. Eu poderia dizer que é um calor insuportável etc e tal, mas o inverno do Rio tem as mesmas temperaturas, então deixa quieto. Do Central Park (incluindo aí a Bethesda Fountain, os Strawberry Fields e a frente do Dakota) à baixa gorda e verde Estátua (igualzinha àquela da Barra, by the way), vi e revi a capital do mundo.
Top 10:
1) Ver o deslumbramento do seu melhor amigo (ou neste caso, a) vendo a Times Square pela primeira vez
2) Fantasma da Ópera na Broadway
3) Estar com a Kley no aniversário de 10 anos da ida dela pra NY (apesar da facada na hora da conta)
4) Descobrir o prédio do Friends
5) Museus: do Sexo e Madame Toussaud
6) Assistir o filme sobre o World Trade Center e ao sair passar por cima de onde ele estava
7) Central Park no verão
8) Músico-pedinte na estação do metrô tocando Tom Jobim
9) Passe de 1 semana para a academia
10) PS1 - bela experiência antropológica, incluindo a Water Taxi Beach e sua vista de Manhattan - e nights em geral
Top 5 Piadas Internas:
1) Telhados de Nova York
2) Par é para a direita, ímpar é para a esquerda
3) Wanna fuck?
4) Cara, tem um lugar novo irado para tomar café da manhã... Starbucks!
5) Oba! Um Citibank!
Top 5 Crap:
1) Perder meu Amex
2) O calor no metrô
3) Esquecer de levar o cartão do programa de milhagem
4) A barata do St. Marks
5) Tip para tudo e todos o tempo todo
Top 5 Momentos Tensos:
1) O mendigo perseguindo a Kariley
2) Dealers oferecendo maconha no meio do East Village
3) Pegar o N ao invés do R ou do W e ir parar no Brooklyn
4) As ratazanas gigas da Bond Street
5) Telefone tocando às 5:30 no St. Marks perguntando se estava tudo bem no quarto e batidas na porta 5 minutos depois.
Agora estou tirando férias das férias, porque o ritmo da viagem foi mais intenso do que meu dia-a-dia de trabalho. Aliás, as férias estão acabando... Damn it.
Agosto 10, 2006
World Trade Center
No Brasil, a estreia eh so dia 25 de setembro, pelo que eu soube, mas ja tive a oportunidade de ver o filme "As Torres Gemeas", ou " World Trade Center" aqui em New York, no cinema Regal que fica na esquina da West com a Vesey, ou seja, de frente para o WTC Site. O filme toca por ser uma historia real e mexeu bastante com os americanos que estavam no cinema - tipo geral chorando. O Stone evitou o sensacionalismo de mostrar o choque dos avioes com as torres e mostrou tudo sob o ponto de vista dos policiais vividos pelo Nicholas Cage e pelo latino cujo nome nao sei. Fica bem evidente que ninguem estava preparado para algo daquela magnitude e as informacoes desencontradas eram tantas que o cara entra no predio 1 sem ter nocao que uma torre ja se chocou com o predio 2. E quando ele resolve dar atencao aos rumores e pergunta pelo radio "Aconteceu alguma coisa com a torre 2?", ocorre o primeiro desabamento. Eh impressionante imaginar que aqueles caras passaram todo aquele tempo ali embaixo e mais chocantes ainda sao as informacoes do final que revelam que o "sargent" vivido pelo N. Cage se submeteu a 27 cirurgias!
Bom, o filme peca pelo excesso de sentimentalismo em um determinado ponto. Tudo bem que ele precisava dar a nocao de que o tempo estava passando e que a unica coisa que mantinha os caras vivos era a lembranca das respectivas familias, mas enfim... exagerou um pouco.
Nao perca a participacao do Ethan (sim, o malvado do Lost que sequestrou o baby da Claire e amarrou o Charlie na arvore). Piscou, perdeu.
Sair do cinema e passar exatamente em cima do Ground Zero tornou a experiencia ainda mais emocionante.
Acordar hoje e tomar conhecimento das noticias sobre os atentados desmontados no aeroporto de Londres eh ainda mais triste, porque isso nao tem fim. Esses soldados vao de Israel para o Libano, dos EUA para o Iraque, da Inglaterra para o Afeganistao... e num determinado momento, todos estao lancando tiros e bombas e misseis para todos os lados, e ninguem sabe mais porque esta fazendo guerra. Os avioes que seriam explodidos hoje la no Heathrow vinham para NYC e Washington e parece que andaram aumentando a seguranca aqui. Ta rolando um receio, mas espero que ate segunda a situacao ja tenha esfriado, pois quero ir embora pro Brasil!
Bom, ontem foi o dia dos observatorios. Subimos (eu e Ferna) no Empire State e no GE Building (que eh aquele que bloqueia a sua visao do Central Park quando se esta no topo do Empire). Otimas fotos, bela vista, tempo quente. Ah, calor. Como faz calor aqui! Eu quero o frio curitibano! (zzzzzzzzzacanagem, ta otimo aqui). E hoje fui de manha ao Greenwich Village encontrar o predio onde moravam os Friends. So por fora, logico, ne? Bom, enfim, encontrei. Eh uma esquina super tranquila numa area super arborizada da cidade. Me senti assim numa cidade do interior de Minas. E tirei foto daquele predio ali na Bedford com a Grove, que alias nao da nenhuma indicacao de ser o predio dos Friends - mas eu sagaz que sou descobri este lugar num folheto que anuncia um passeio turistico por locacoes de filmes e seriados de TV). Pra que pagar 32 dolares se da pra pegar a rua 4 all the way West e entrar na Grove ate encontrar a Bedford?
Cara, serio, manjo muito da Big Apple.
Agosto 9, 2006
Oi, aqui fala o Ferno diretamente do Jazz-o-town, hostel no East Village, NY.
Essa cidade eh foda, cara, nao tem jeito. Os dias aqui sao muito intensos... Em 3 dias, foram mais de 150 fotos, pouco restou das minhas pernas e eu tenho uma bolha nova no meu pe. Anda-se muito na Big Apple. Muito mesmo.
Ainda nao consegui passar do midtown. Como a Kley mora no East Village, saimos bastante por aqui e pelo SoHo. Hoje eu e Ferna fomos a Washington Square (onde tem aquela replica do arco do triunfo que sempre aparecia no Friends) e andamos na area da NYU, mas ja tinhamos andado pelo Financial District (pela Wall Street), Battery Park, antigo World Trade Center (mega canteiro de obras), pelo NoHo, enfim... downtown done. Estatua mais uma vez so de longe, vista do Hudson River Park.
O bom de NY eh que vc anda o dia inteiro, faz um monte de coisas e nao ve metade do que tem pra ser visto. Passamos pela Times Square todos os dias, no domingo para que a Ferna conhecesse, na segunda para ir ao Madame Tussaud (milhares de fotos com as celebridades de cera), e hoje para ver O Fantasma da Opera. Wow... Breath-taking. Eh uma producao enorme, espetacular, inimaginavel... O Tussaud eh legal, mas algumas esculturas deixam a desejar. Tirei uma foto agarrando a bunda da Jennifer Lopez e da Beyonce, mas a Madonna e a Shakira nao chegam nem perto de parecer com as pessoas reais. Ah! E a Whoopi e o Morgan Freeman realmente parecem de verdade, chega a dar medo segundo a Ferna.
Ontem a Kley nos levou a um restaurante tailandes e depois a um negocio de karaoke do lado - tem muitos lugares para ir aqui no East Village.
Amanha mudo para o hotel e acho que o item conforto da um improvement.
Kley tb descolou um passe de uma semana para uma academia com a desculpa de que eu vou me mudar pra ca mes que vem. Tirando o cara que quer porque quer fazer a minha inscricao definitiva, esta sendo bem divertido. A academia eh bem alto nivel...
Com certeza faltou contar coisas, pq eu mesmo nao lembro tudo que ja fiz aqui nesses 3 longos dias. Amanha tem Empire State de manha e Central Park a tarde. See ya!
Agosto 5, 2006
Agosto 4, 2006
Pronto, gente. Tudo resolvido: passaporte chegou, visto de 5 anos estampado, passagem reemitida. Vou direto pra NYC amanhã se não houver mais algum imprevisto (estou meio ressabiado agora). Parte do dinheiro que eu gastaria na Disney já virou euro. Ainda não é dessa vez que vou ver o Mickey e seus amigos, mas normalmente Deus sabe o que faz, né? Não era pra ser e pronto, não adianta chorar, nem processar o consulado americano para recuperar meus 150 dólares.
Terminei de ler há uns dias um livro chamado "Mentiras No Divã" daquele cara que só escreve sobre psiquiatras (o mesmo de "Quando Nietzche Chorou"). No livro, há um psiquiatra que leva um golpe de 90 mil dólares e depois na tentativa de recuperá-los perde mais 24 mil. Meu tio desempregado deve 1.300 reais de cheque especial no banco. Isso sim é que é dureza. Passou, passou. Perdeu, playboy. Bola pra frente.
Há tempos eu e Ferna planejamos essa ida a NYC e o desejo dela de conhecer a cidade é tamanho, que eu sempre sonhei em ver a cara dela quando o avião pousasse e a comissária dissesse "Ladies and gentlemen, welcome to New York". Não vou ver. Mas me consola saber que eu, ela e Kley estaremos juntos domingo, no Central Park, na Times Square & Cia.
Priceless.
Agosto 2, 2006
Estou no meio do caminho entre o ódio e a resignação. Não há detalhes; a justificativa é simples assim: há muito trabalho no consulado americano e os vistos não estão sendo liberados no prazo de 5 dias úteis, conforme consta no site, nos e-mails e em qualquer comunicado vindo de lá. Pronto, simples assim mesmo. Cancele seus planos de viagem, pague sua multa para alterar a data da passagem, não aproveite a totalidade de suas férias, porque muitos querem ver o Tio Sam e eles vão te conceder a honra e a oportunidade única de pisar em solo norte-americano, mas só quando eles bem entenderem.
Talvez seja a época perfeita para entrar na comunidade "Eu Só Me Fodo". Tudo bem, depois de uma ida a NY de graça, turismo engatado em viagens de negócios na Argentina e no Chile, passagens aéreas para o Nordeste por preço de ônibus intermunicipal graças às minhas ex-Variguetes, estava mesmo na hora de eu gastar uma grana com uma viagem que provavelmente não farei.
Pois é... Provavelmente. Ainda não sei. Estou de férias e não sei o que vou fazer. Devo ver "Carros" hoje. Devo ver a Luana hoje. Devo ficar de bobeira no Rio hoje, esperando meu passaporte, minha permissão para gastar dólares a muitos mil quilômetros daqui. Ou vou pra Minas, sentar embaixo do pé de laranja (sem meu laptop que compraria lá fora) e extravasar, escrever, compor... no meu caderno de R$ 8,99 e com minha caneta do Sheraton Executive Floors.
E fica uma sensação que reclamo de barriga cheia, porque eu já tenho muito, eu já fiz muito, já vi muitas partes do mundo... e venho de uma família onde as pessoas se espantam quando digo que já andei de avião 30 vezes só este ano.
150 dólares por uma boa lição aprendida: não confie nos prazos, não confie nos americanos. Acho que consigo viver com isso.
Agosto 1, 2006
Oi, eu tinha contado que eu viajo pra Disney amanhã?
Não, né?
Ótimo, porque não vou mais.
Melou, sabe? Simples assim...