Tem gente nova chegando no mundo! Bem vindo, Miguel!
Macri e Bruno, que filho bonito vocês fizeram... Fala sério!
Previously on Lost...
Pode chamar de vício, é mesmo. Hoje às 11 da manhã, já havia terminando de ver o 2º episódio da 3ª temporada de Lost. Sim, estamos falando do episódio que passou ontem nos EUA. Não comentei sobre o primeiro, pois ando num processo criativo mais fértil que o normal e todo tempo em frente ao laptop é gasto com o Microsoft Word e meu arquivo
Provisoriamente sem título.doc. Os episódios estão bons, pois tiram algumas das dúvidas das temporadas passadas, mas sem grandes reviravoltas e sem dar muita pista de aonde isso vai chegar.
Bom, no primeiro episódio, a primeira sequência é a minha favorita. A queda do avião sob o ponto de vista dos Outros, inclusive Ethan e Goodwin, foi espetacular. Depois deu pra sentir que a Juliet será uma das protagonistas dessa nova fase. Kate com o vestido da Alex, Jack na escotilha sub-aquática e Sawyer mais devagar que os ursos foram os pontos altos. Duas frases ficam:
"We know exactly who you are, Jack Shepard" e
"The next two weeks are gonna be very unpleasant". Bom, e o objetivo principal foi esclarecer aquela história da Sarah com o pai do Jack.
Outra história que estava meio no ar era da Sun com o japa carequinha e esse foi o foco do flashback do 302. Depois do primeiro centrado somente no trio capturado, foi a vez de dar atenção ao pessoal do barco. E foi realmente legal ver a Sun fazendo algo mais útil que cuidar daquela horta, algo com mais movimento, tipo atirar, fugir, nadar etc. Quando vi o trailer da 3ª temporada, comentei que não gostei do tal do beijo, que só rolou nesse episódio. Continuo não gostando, mas algo que me diz que a história vai descambar pra esse lado mesmo; vamos ver... A melhor cena foi a última, com a TV mostrando os Red Sox's, aquela cara de espanto do Jack e a proposta indecente do Ben. Falando em Ben, a frase que fica é dele:
"Hi, my name is Benjamin Linus and I've lived on this island all my life".
Também tenho que comentar sobre
A Casa do Lago, sobre a 5ª temporada do
Arquivo X e sobre
O Desafio dos Super-Amigos, mas quando se trata de Lost, só consigo pensar nisso. Suponho que o terceiro episódio será sobre o Locke e vai explicar porque ele ficou paralítico - reveremos Claire e Charlie, Desmond, Mr. Eko e veremos pela primeira vez Paulo, personagem do Rodrigo Santoro (cujo nome já está nos créditos desde o 301). Bom, isso é o que eu li pelo menos, vamos ver se é verdade...
Foi por medo de avião...
Quinta-feira cinematográfica me levou ao Crystal para ver
United 93. Os cinco anos dos ataques de 11 de setembro trouxeram alguns filmes para relembrar a tragédia. Já tinha visto
As Torres Gêmeas quando estive nos EUA e já comentei aqui sobre isso aqui. Vi mais uma perspectiva, talvez aquela que tenha ficado menos em evidência, ofuscada pela grandiosidade dos outros ataques. Era um vôo normal, como qualquer outro. O avião foi sequestrado, como outros 3 naquela mesma manhã. Só que aqui os passageiros se rebelaram, descobriram o que estava acontecendo em NY e se rebelaram. Atacaram os terroristas, descobriram a bomba falsa, invadiram a cabine. E o avião caiu e a tela escureceu.
Por uma dessas coincidências macabras da vida, no dia seguinte, foi a vez do vôo da Gol. Sem terroristas, sem passageiros rebelados, sem invasão de cabine. Quando eu cometo um erro no meu trabalho, um funcionário deixa de receber um pagamento por um ou dois dias. Quando eu erro feio, a minha empresa tem algum pequeno custo adicional. Quando o piloto ou o co-piloto do jatinho erraram, invadiram a rota de outra aeronave e provocaram um tipo de acidente dos mais raros na aviação comercial: o choque de duas aeronaves no ar. E no duelo de gigantes aéreos, venceu o mais fraco. O maior foi mais frágil, Aquiles atingido em seu calcanhar, perdeu o controle e caiu, levando consigo mais de 150 vidas.
Eu tenho muitas horas de vôo. Esse ano então... mudei de categoria no cartão fidelidade em apenas 5 meses. Nessas horas me bate um desespero. Penso que vira e mexe sou eu dentro do avião e me ponho a pensar o que eu faria. O que passaria na minha cabeça se o avião estivesse caindo? Eu conseguiria ligar para minha mãe e dizer um "eu te amo" pela última vez? Eu teria sangue frio para encarar a morte de frente? Eu poderia ser o único sobrevivente e ficar perdido na floresta durante dias, esperando resgate? Eu rezaria, pediria perdão a Deus? Pensaria nos meus amores não amados, nos meus livros não publicados, nos lugares não visitados? Tanta coisa passa pela cabeça...
Busco conforto nas estatísticas, que insistem em afirmar que o avião é o meio de transporte mais seguro que existe.
Diz isso pro meu amigo que perdeu o pai nesse acidente.
Aposentem os narizes de palhaço.
Vamos ter segundo turno!