O nome deste blog deveria ser "Around the world"
Na véspera do feriado, chegaram a Curitiba meus amigos André e Débora. Juntar um Agregado com uma Contrária parecia uma idéia estapafúrdia, mas na própria terça de madrugada, os dois já eram melhores amigos de infância. Com a questão dos controladores de vôo, um atraso de 2 horas fez com que nós saíssemos de casa por volta da 1 da manhã. Fomos ao Mustang Sally, barzinho / restaurante perto de casa e voltamos.
No feriado dia 15, a maratona começou na hora do almoço com um café da manhã na Provence, que eles cismaram de chamar de "café colonial". Bom, deixa eles acreditarem que era colonial... turista adora essa coisa de tomar café colonial. Lá, eles conheceram minha família curitibana - Roger, Rê e Moniquinha - e todo mundo virou amigo instantaneamente também para felicidade geral do Ferno.
Da Provence fomos para a Praça do Japão tirar fotos e de lá, seguimos os dois turistas e o anfitrião para a Arena da Baixada. Era dia de jogo do Atlético Paranaense com o Papucha do México pela Sul-Americana e o caminho estava cheio de gente de camisa rubro-negra, num super clima agradável de jogo. Fomos até a porta do Kyocera, tiramos nossas fotos e saímos dali. O ingresso era 30 reais, estava um calor infernal e eu, que não vou aos jogos do Flamengo, não ia perder meu tempo num jogo nada-a-ver. Ótimo, porque o Atlético perdeu.
Entramos num táxi, sem ar condicionado - porque todos os táxis de Curitiba têm ar quente, mas não ar frio - e fomos ao Jardim Botânico. Mais fotos, com flores, plantinhas, tartarugas no lago sujo, enfim... tudo bem "meigo". Saindo do Jardim Botânico, fomos até a porta do Museu do Olho - ou Museu Oscar Niemeyer - tirar fotos também, mas nem rolava entrar porque tinha um fila mega para ver a exposição do Japão - que a propósito, eu já vi. Achamos a passagem para o Bosque do Papa e nem precisamos pular a cerca que o separa dos fundos do museu. Mais fotinhos, mais bornaizisse, vimos uma guarda perseguindo um ladrãozinho, o que para padrões curitibanos, é um evento. Dispensamos a torta polonesa e fomos comer algo mais gorduroso no Pizza Hut.
Pronto, começaram os programas gastronômicos - e foram 3 seguidos. Depois das pizzas - sim, foram duas, porque uma das pessoas só come pizza de muzzarela, você crê? - fomos comer sobremesa na Lancaster - a segunda melhor confeitaria do mundo, segundo o treco escrito no vidro deles - e de lá fomos ao Babilônia, reencontrar a família curitibana e tomar cerveja. Eu não tomei, porque não cabia nada.
Terminamos o dia na piscina aquecida do meu prédio, que eu frequentei pela primeira vez em 8 meses, de onde descemos lá pela 1 da matina.
No dia seguinte, larguei os dois para lá, porque alguém tem que fazer o serviço sujo e eles foram comer no Burger King do Mueller, conhecer o Parque Tanguá, a Ópera de Arame e a Pedreira. Levei-os para jantar no Barolo, o segundo melhor restaurante do mundo, segundo a opinião do Ferno e matamos duas garrafas de lambrusco. Na volta, piscina para fazer digestão e curar a bebedeira da Débora (apesar de que quem nadou sem roupa não foi a bêbada...)
Sexta eles conheceram o Parque Barigui e o acharam fedido! Não entendi muito bem em que pedaço do parque eles foram, mas acho que era só cansaço mesmo. Comeram no Freddo do Shopping Barigui (parente do Barra Shopping) e me encontraram depois do trabalho, felizes da vida porque tinham gastado dinheiro em tênis novos. Fomos comer no Burger King do Mueller (sim, eles decidiram repetir o melhor dos programas) e depois fomos dançar no aperto. Tem uma night aqui em Curitiba que é a Layout 80, lugar que toca de tudo e fica cheio e que me remete à Festa Ploc, apesar de não tocar brega nem infantil e de ter umas pitadas de rock e música atual, o que me remete à Bunker. Pula a parte que fala da bebedeira, porque daqui a pouco a associação dos blogueiros nos manda para o AA, mas eu fui para o Au Au depois sozinho com o Roger e a Renata, porque afinal eu tinha que mostrar o Au Au para os meus amigos que continuaram na boate.
Sábado acordamos não se sabe como às 6:30 da manhã para pegar o ônibus e ir para a Ilha do Mel. O sol típico de Rio de Janeiro que nos agraciou do feriado até sexta deu lugar a milhares de nuvens que iam e voltavam. Com o tempo instável e chuvas esparsas, fomos da pousada para o Farol e tentamos ir à Fortaleza, mas as butucas assassinas chuparam todo o sangue dos meus amigos coxinhas e então voltamos ao Istmo.
Bom, eu já conhecia a Fortaleza, não perdi nada... e eu não tenho uma marca de chupada de butuca. Ou seja, o termo que você está procurando está logo acima: "bornaizisse". Caminhando pelas ondas, fomos de volta até a pousada, chapamos de sono e fomos de noite para um barzinho que era a única coisa aberta em volta da pousada e o único lugar onde podíamos chegar sem lanterna - não tem luz na Ilha do Mel, para quem não sabe (ou para quem sabe e esquece de levar a porra da lanterna comprada há 3 anos onde? onde? na Ilha do Mel!)
Acordamos domingo com o barulho da chuva. Chuva não, toró! Mega... Mas depois passou e pudemos sair da pousada logo após o café com o objetivo de ir a Encantadas - o outro lado da ilha. A trilha pelas pedras - da qual eu não tinha muita saudade - foi bem divertida, me rendeu um machucado no pé e um arranhão no pulso, mas serviu como esporte radical da viagem. A Gruta das Encantadas estava cheia e não pude chegar bem pertinho como da última vez, mas ainda é um lugar impressionante. Na parada para o almoço (leia-se pastel), a chuva voltou e embora fraquinha, esfriou muuuuito nosso caminho de barco de volta ao trapiche de Brasília. E quando eu olhei para trás e vi o barqueiro tirando água de dentro do barco, rezei todas as orações que eu conhecia e também as que eu não conhecia, mas não era nada de mais e quando passamos daquela curvinha e o barco parou de sacudir, o frio voltou a ser a única preocupação. De volta a Curitiba, encerramos a noite com Beto Batata pedido em casa, enquanto malas eram arrumadas, fotos era baixadas para o computador e caixas vazias de tênis eram jogadas no lixo.
E para justificar o "Around the world", segunda à noite voltei a Buenos Aires, depois de 3 meses e se a Taline atender o celular, vou comer no melhor restaurante do mundo naquela mesma lista de favoritos do Ferno - La Parolaccia. Se não, vai ser um alfajor com Café Havanna - aquele que tem uma base de leite condensado... A gastronomia aqui compensa tudo...