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"Nada pior do que viver uma vida não observada".
Observe-me aqui.

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Dezembro 29, 2006

Crônicas de um Natal em Patrocínio do Muriaé

MINHAS TIAS
Ah essas minhas tias taradas que sem cerimônia levantam suas saias e me exibem suas calcinhas, que levam minha mão a seus seios e lembram com ternura do tempo em que meu eu-criança passava o pinto em suas pernas.
Ah essas minhas tias pacientes que me davam de comer com um chinelo ao lado e que batiam à porta do vizinho do térreo para buscar suas camisolas que eu arteiramente atirava pela janela.
Ah essas minhas tias relaxadas que permitem que seus maridos pouco confiáveis construam casas favelizadas por cima da casa de minha avó ou abram buracos no quintal para futuras casas que nunca subirão.
Ah essas minhas tias malvadas que se transformavam em pombas, mulas e insetos na época da Quaresma apenas para assustar o pobre garotinho que passava o pinto em suas pernas e atirava suas camisolas pela janela, aproveitando-se do fato de serem 7 e de todo o misticismo que o número carrega.
Ah essas minhas tias que envergonhadas eu deixava ao passar por uma banca de jornal, apontar para revistas eróticas e gritar: "Olha a Zé Boceta!".
Ah essas minhas tias que eu odeio amar e amo odiar.

Dezembro 27, 2006

Eu quero meu apto!

Dezembro 23, 2006

Natal... e reflexões laborais de year-end
Meu calendário de Natal agora tem vários eventos oficiais. Não bastasse aquela tradicional troca de presentes em família e o Natal Oculto - que chega hoje à noite a sua 11ª edição - desde o ano passado temos o Natal do Roger e da Rê em Curitiba e a Feijoada da Fofonse em Jaca City.
Ontem foi a tal da feijoada. A época do ano definitivamente não é propícia para feijoada. Mas se a gente enfeita a árvore de Natal com floquinhos de neve e come coisas como nozes, amêndoas etc, que mal há em degustar uma bela feijoada? E no mais, a comida é apenas uma desculpa para reencontrar uma turma que trabalhou junta: gente que foi para outros departamentos, para outras empresas, para outras cidades. Já dá para arriscar dizer que o grupo tem mais ex-empregados do que empregados, mas o que a empresa uniu, a distância não consegue separar.
Rir, zoar, acima de tudo celebrar a amizade é o que norteia esse (re)encontro. Conversar sobre o futuro é inevitável. Listar os últimos (e os próximos) pedidos de demissão, chorar as pitangas, reclamar dos argentinos, compartilhar os problemas também. E é nessas horas que eu vejo que há coisas de que não quero mais participar. Eu posso ouvir os problemas da minha antiga Divisão, mas não quero sentir a responsabilidade de querer fazer algo a respeito. Eu cansei... big time.
Eu sei que minhas decisões não geram opiniões unânimes, nem reações agradáveis em todos. E sei que eu vou atropelar algumas pessoas queridas no caminho, por mais que não seja minha intenção. Mas é inegável que ao segurar aquele envelope no final da noite, invadiu-me uma onda de energia, que só pode significar esperança.

Nunca tive um fim de ano tão final-de-temporada. Olhando pelos diversos ângulos, é só assim que consigo ver. É um final de temporada no seriado da minha vida.


FELIZ NATAL !!!

Dezembro 22, 2006

Cheguei ao Rio para Natal e Réveillon. Chegar ao Rio de carro sentindo aquele fedor pós-chuva-de-verão da Baía de Guanabara não tem o mesmo glamour de chegar de avião. Principalmente se você ficou sentado durante as 12 últimas horas. Se alguém ainda não comprou meu presente, pode me dar uma bunda nova que eu agradeço.
Tem um trechinho de Canção Noturna do Skank que não me sai da cabeça: "Espalhem por aí boatos de que eu ficarei aqui."

Dezembro 19, 2006

Pois é. Eu sou uma tentativa de escritor, preocupo-me em não iniciar frases com pronomes oblíquos, odeio quem fala "a nível de", luto contra a praga do gerundismo... e é só cometer um erro de digitação e os comentaristas caem matando. Cruzem os DEDOS! Os dedos e não os dados, que isso fique bem claro! Cruzem o que quiserem, cruzem até as bolas! :-)

Agora a tensão aumentou mesmo: Matthew Fox anunciou que está fora de Lost, que o Jack morreu. Chega o ano de 2010, mas não chega o tal do 7 de fevereiro, ó vida, ó azar. Particularmente eu não acredito. Ou não quero acreditar, sei lá...

E o reencontro da feijoada, hein? Tá chegando! E eu continuou afirmando: Ryan & Junior é total nome de dupla sertaneja mega-brega-da-vida! Talvez seja a versão totalmente masculina da Sandy & Junior. Tá, pode perguntar do que é que estou falando. Hoje eu estou surtado desde antes das 19hs. Também tem reencontro do Natal Oculto, da família, da galera da faculdade... fim de ano é assim meio final de temporada: os personagens que partiram nas temporadas anteriores dão as caras para uma participação especial na vida dos que ficaram. Eu agora - ou ainda? - sou um destes.

Dezembro 18, 2006

10 Dias Depois...

Fiz uma visita relâmpago ao Rio na quinta. Situação normal de aeroporto: um mate batido com leite, um pão de queijo recheado com requeijão e outro recheado com doce de leite. Afinal a barrinha de cereal da Gol foi direto para a mochila para ser entregue a quem gosta daquele alpiste. 40 minutos de espera... básico também. Home theater do Daniel despachado como bagagem foi o último troço a aparecer na esteira - eu e meu serviço de frete, tudo pelos amigos, solidariedade acima de tudo, chame como quiser. Mas foi tenso ver todas as bagagens vindo e nada do eletrônico do coitado. Retorno via Varig com conexão em Congonhas e o avião pousou aqui 20 minutos antes do previsto. Eu já disse que eu amo a Varig de novo? Eu tentei fazer as contas de novo e concluí que andei de avião mais de 50 vezes esse ano. Quase posso ser um comissário de bordo.

Centro do Rio numa sexta feira ao meio dia de um dia ensolarado: tem certas coisas tipicamente cariocas das quais não sinto a menor falta. Correu tudo tranquilo com a parada que tinha que resolver por lá - foi trabalhoso e um pouco desgastante, mas sacrifício é sacrifício, vamos aguardar os resultados e ver no que dá; continuo confiante. Também sigo completamente consciente de todos os pontos de vista envolvidos na história - todas as considerações são bem vindas - mas no momento nada é concreto, tudo é incerto.

Certa mesmo é a diversão com meus amigos. Sexta na casa da Flavinha: caipirinha azeda, adedanha até 3 da manhã, amendoim estranho, lembranças e planos.
Gente, vocês lembram do Ludo? Era um jogo de tabuleiro - eu tinha uma versão 3 em 1: xadrez, dama e ludo - que eu adorava quando era pequeno, mas nunca mais vi. Decepcionei-me um pouco ao saber que as crianças não brincam mais de Ludo. E o pior é que eu não lembro como se joga Ludo e nem onde está o meu velho jogo. Devo mesmo ter comido as pecinhas, junto com aqueles M&M's que vinham em 6 caixinhas no War.
Ah!!!!!! Trevas!!! Esses dias me perguntaram onde eram as Ilhas Sakalinas. Falei que era ali perto de Vladivostok e disse assim: "Sabe no War, né, aquela ponta da Ásia?". E o infeliz coxinha me responde: "War?! Que é isso?". Se mata, Hélio!

Sábado a diversão ficou por conta da família curitibana: a menina da flor do cabelo que andava com a Constituição no carro e naquele dia havia esquecido de tomar sua tarja preta, a criança figura que colocou o elefante de castigo e estacionou um carrinho no sub-woofer do home theater, o cuscuz marroquino que virou farofa verde e por aí vai. E falar da festa no dia seguinte é ainda mais engraçado.

Há uns dias corrigi um erro histórico: li meu primeiro livro do Rubem Fonseca: "Mandrake, a Bíblia e a Bengala" - dois contos contínuos num livro só. Rápido, objetivo e bem escrito. Agora estou corrigindo o segundo erro histórico: comecei a ler meu primeiro livro de Fernando Pessoa. Acho que em 2007 serei um escritor mais completo. Além de "Quando Fui Outro", minha família local me presenteou com o "Skin and Bones", novo CD do Foo Fighters e com uma camiseta nova, com a qual devo passar o Natal Oculto. Ótima celebração com essa turma que fez de meu 2006 em Curitiba um ano fantástico, como jamais poderia imaginar.

Ainda teve Inter campeão, ACM Neto esfaqueado, a morte do Peter Boyle e notícias de Tio Ito. Perdi todos os seriados da semana passada e também as reprises. Relaxei na malhação de novo, mas nadei.
O ano está acabando e com isso não consigo ter o mau humor suficiente para escrever um e-mail esporrento; quem sabe amanhã eu possa ter mais ódio no coração...

Dezembro 9, 2006


Texto fora de contexto
"Posso bradar que não sei o que quero, mas sabe como eu sei que eu preciso partir? Porque hoje eu só penso em você no passado. Porque quando eu vejo o filme da nossa convivência, eu penso nas coisas boas que ficaram; eu não penso no futuro, eu não penso no que ainda vamos ter. Eu lembro do passado com melancolia, dos lugares que você me fez conhecer, com saudades das pessoas que compartilharam tantos momentos conosco. Mas eu não me vejo no seu futuro e também não vejo você no meu. Agradeço por tudo, pelos bons e maus momentos, mas eu preciso seguir em frente e vou me esforçar para isso. Nossas histórias não acabam, mas se separarão, eu sei... e sinto que será em breve."

Semana da mamãe
Durante a semana, ralei, ralei e ralei mais um pouco, então minha mãe fez turismo solo pelo Jardim Botânico, Parque Barigui, Tanguá, Ópera de Arame, Universidade Livre do Meio Ambiente, Rua 24 Horas etc. Terça foi aniversário do Vitor e comemoramos de longe pedindo Beto Batata. Quarta foi aniversário dela e fomos jantar no Barolo, óbvio. Lud, Julio e Moniquinha nos acompanharam e fofamente compraram um buquê de flores do campo para a minha mãe. Sim, meus amigos são tudo. Mamãe agora não larga seu Almanaque da Jovem Guarda.
Ontem fui para Sampa, enfrentar aquele caos no tráfego aéreo, que acabou só me afetando na volta. 2 horinhas de atraso, sendo 1 hora dentro do avião, parado na cabeceira da pista, esperando autorização para decolar (tipo: dormi, acordei e o avião continuava parado). A reunião foi boa, as nossas mochilas de brinde são verdadeiramente lindas e eu voltei com a mala carregada de brindes das outras empresas. Sabe a descoberta mais bacana da viagem? Existe um quiosque do Havanna em Congonhas! Agora sim Buenos Aires tornou-se uma cidade completamente desinteressante para mim.
A expectativa que me consumia e que eu esperava ter resolvida só na próxima semana foi resolvida no intervalo para o almoço via celular. Agora mais uma semana com outro tipo de expectativa vem por aí. Vocês não precisam saber mais nada por enquanto. Só cruzem os dados e peçam a Deus para fazer o que ele achar melhor para mim. :-)
Hoje fiz programa de mulherzinha com minha mãe, Lud e Moniquinha. Fomos à Rua Tefé comprar sapatos. Em minha defesa, nós íamos almoçar em Santa Felicidade depois, por isso eu fui. Acabamos não indo, porque os restaurantes aqui fecham aos domingos por volta das 4. Então encontramos o Julio, comemos na Casa di Bel, que é sempre uma boa opção dentre as poucas que não fecham, e depois fomos conhecer a futura casa da Lud e do Julio. Já vejo as festas que vão rolar lá...
Malhação e natação no fim do dia, porque segue firme meu plano contra o barrigão. Pizza Hut para compensar - acabou de chegar, vou lá comer.
Inté.

E, Roger, eu não sou vacilão. Eu vou ao Rio, mas eu volto para a festa de Natal na sua casa.

Dezembro 4, 2006

Chegada da minha mãe. Feijoada no Hora Extra de novo. Festa de fim de ano. Show do Nando Reis. Relógio de 5 anos de empresa. Leve embriaguez. Au Au. Brasil bi no vôlei. Café da manhã na Provence. Praça do Japão. XV de Novembro. Coral do HSBC. Primeiro dia dos novos estagiários. 2 horas e meia de apresentação sobre a empresa. 96 novos e-mails na minha inbox. Uma expectativa que durará ainda mais uma semana.

Hoje faz 1 ano do show do Pearl Jam and I'm still alive...

Dezembro 1, 2006

Deveria ser proibido fazer um filme como Fonte da Vida. Não perca seu tempo, nem seu dinheiro. É o segundo pior filme que eu já vi na vida, perdendo apenas para Water World. Ponto final.