Janeiro 18, 2007
Estamos indo de volta pra casa
Acabou.
Mudei de cidade. Mudei de emprego. 2007 começa com reviravolta total.
Eu tinha rascunhado um post irado sobre minha última ida para a Argentina, mas sabe que eu perdi? Não tenho idéia de onde coloquei. Devo ter largado lá...
Estranha essa sensação de ter esquecido algo, largado alguma coisa para trás. Ainda acho que daqui a pouco vou dar falta de alguma coisa. Como não terminei de desempacotar meus 75 Kg de excesso de bagagem, não sei...
Sair da empresa foi mais fácil do que eu pensava. Sem aquele sentimentalismo todo... acabou, acabou, página virada, é hora de outro lugar receber meus serviços.
Difícil foi dizer adeus às pessoas com quem convivi intensamente nos últimos 10 meses. Mas cheguei à conclusão de que na vida estamos sempre indo embora e deixando gente para trás. Eu fui embora da casa onde morei dos 8 meses aos 15 anos, depois fui embora da casa onde morei dos 15 aos 24, depois fui embora do meu apartamento que eu ainda nem terminei de pagar e fui embora da cidade onde morei dos 0 aos 26 anos. Pronto.. agora fui embora da cidade onde morei quando tinha 26 anos para retornar às minhas raízes.
Sim, a gente passa a vida indo embora. Mas que bom que às vezes a gente volta.
Eu voltei agora pra ficar, porque aqui... aqui é o meu lugar, já dizia o Rei.
Então o reggae é esse:
Ferno não mora mais em Curitiba.
Ferno não trabalha mais no mesmo lugar dos últimos 7 anos.
Ferno não atualiza mais este blog.
Oops... como assim, Bial?
Sim, ano novo, emprego novo, casa nova (bom, não tão nova assim, vai)... tudo pede... um blog novo.
Com raiva do Blogger que parou de criar os históricos na minha página principal, vou para a outra ferramenta da globo.com - agora, vocês, queridos leitores (sim, vocês 5) acompanham minha vida através do:
www.ferno.globolog.com.br
Vejo vocês lá!
Janeiro 13, 2007
Pára tudo!!!
Imagens de Patrocínio do Muriaé na Globo News!!!
Não é comemoração, porque afinal o assunto é a enchente de lama trevas causada pela tal da Mineradora Rio Pomba no Rio Muriaé. É mais surpresa mesmo de ver que a cidadezinha de 6.500 habitantes que abriga minhas raízes familiares teve seus 15 segundos de fama.
Pára tudo 2 !!!
Esqueci de comentar... Como assim a MTV acabou com o Top 20 Brasil? Tudo bem que já se foi o tempo em que eu não saía de casa para ver o programa, mas ainda assim eu sempre dava uma entradinha no site pelo menos para me manter atualizado e saber o que andava bombando. Absurdo! Vou trocar a MTV pelo Much Music LA, que é uma das poucas boas coisas que eu aprendi a ver na Argentina.
Janeiro 10, 2007
Três Dias no Rio
Desencaixotar primeira parte da mudança, fazer primeira parte do handover, despedir-me da primeira parte das pessoas. Cortar os laços é difícil...
Quem quiser desfilar me avisa. Acho que vai ter um grupo da galera do trabalho. Mas prepare-se para ficar 300 reais mais pobre.
Tirem seus carros da rua ou pelo menos renovem seus seguros. A Ferna agora é motorista mesmo.
Sequência de e-mails mais engraçada do ano até o momento:
Débora: "E eu vou te rogar uma pragaaaaaaaaaa ! Não vai ser comigo que vc vai ter esse filho bastardo e sim com uma "Suelen" moradora lá de Paracambi (pra quem não sabe, fica bem depois de Japeri)."
Waleska: "E o menino ainda vai se chamar "Uoshinton". rsrsrsrsrsrsrsrs".
Guilherme: "Imaginem só a cena ... O Fernando ... morando num puxadinho em Paracambi ... ao lado de sua esposa com toca na cabeça, à beira do tanque ... com 6 menininhos, barrigudinhos, de piu-piu de fora, com meleca escorrendo do nariz, e cheios de poeira ... "
Débora: "E os nomes dos outros 5?"
Guilherme: "Os outros 5 se chamarão: Macsuilham (entende-se Max William) Carneiro; Wandergleidson Carneiro; Romario Carneiro; Jancloudi Vandami Carneiro; Arnolde Suazineguer Carneiro"
Back to work...
Janeiro 7, 2007
Então, tá, o Blogger resolveu me sacanear mesmo e não cria mais o histórico dos posts anteriores... Hora de abrir um novo, em outra plataforma? Talvez... Ano novo, emprego novo, blog novo... vou pensar no assunto. Enquanto isso delicie-se só com os momentos atuais da minha vida, combinado?
Primeira parte da mudança trazida e é com prazer que comunico que pratos, copos, quadro, sanduicheira, ferro de passar e monitor de computador chegaram sem avarias. Morri em 80 pratas de excesso de bagagem, mas tudo bem, é por uma boa causa. Falta som, DVD e impressora, além do meu quadro do Rio de Janeiro (que talvez eu pregue no meu quarto em Patrocínio, estou pensando no assunto).
Ouvi muito falar da Fernanda Lima esses dias. É impressão minha ou a Globo está dando um gás na imagem dela para compensar o fato de ter investido nela como (péssima) atriz?
Também ouvi falar muito do Rio Muriaé que corta a cidade dos meus antepassados. Em breve, meu pai fica ilhado.
Janeiro 6, 2007
Chega dessa palhaçada de fingir que é outro dia. Hoje é hoje.
No capítulo seguinte...
Data negociada, data definida. Agora é alterar o endereço dos cartões de crédito, negociar a fidelidade do celular, comunicar à imobiliária, comprar plástico bolha, encaixotar, arrumar mala... Sem falar na passagem de serviço, no Rio, em Buenos Aires e em Curitiba. Depois de assinada a carta, vêm os detalhes corporativos de agendar homologação, fazer exame médico, comunicar fornecedores, encontrar novos responsáveis para velhas atividades, esvaziar a baia, jogar fora as tranqueiras...
Hoje é minha primeira festa de despedida de Curitiba. Enquanto uma mala já está pronta e enquanto inicio as preces para que os pratos não quebrem no caminho, meus amigos começam a me festejar, talvez para me mostrar do que / de quem vou sentir falta.
Engraçado que quando saí do Rio, não fiz uma festa de despedida. Talvez porque algo bem lá no fundo da minha mente já me dissesse que eu voltaria logo.
10/2006: Eu no Jardim Botânico de Curitiba
Janeiro 5, 2007
Finge que este post é do dia 3 de janeiro
Cronologia de um pedido de demissão:
08h00: Acordo, verifico o celular, não há chamadas perdidas
10h00: Verifico o e-mail, verifico o celular, nada
11h00: Ligo para o celular do Rio para escutar as mensagens. Nada. No celular daqui, tampouco.
12h00: Almoço desce indigesto
14h00: Ligo para o recrutamento. Meu exame está ok. Falta definir o salário. Uh, quase!
16h00: Meu telefone toca! Salário definido, exame ok, "pode comunicar sua empresa atual".
Eu já havia pedido demissão de 2 estágios antes: um em 1998, outro em 1999. Ou seja, desde o milênio passado eu não sabia o que era encarar um chefe e dizer alguma variante de "tô vazando". Continuo sem saber, porque meu chefe é virtual. Passei a mão no telefone, numa salinha private, disquei o número na Argentina e, trêmulo e com a voz falha, comuniquei: "Surgiu outra oportunidade para continuar em RH, ganhar mais e voltar para o Rio".
Mixed feelings. São quase 7 anos de empresa e agora chega a hora de terminar o relacionamento. E eu sou péssimo em terminar relacionamentos. O último, eu terminei no dia do aniversário dela; o penúltimo, eu pedi que o primo dela terminasse por mim. Bate uma nostalgia, um pequeno histórico passa por minha cabeça desde os tempos de Centro do Rio de terno e gravata, passando pela Barra, por Buenos Aires e por aqui. "É, chefe, não tem como dizer não para essa proposta". Fico mais 10 dias, fique mais 25, vou negociar, isso agora para mim é o de menos. Vou mudar de emprego.
Comunicação para cima, comunicação para baixo, surpresa do coitado do estagiário, explicações para a gerente, comunicação para o grupo. Manda a info pro Chile, manda pro Rio, manda pros outros de Buenos Aires. Começa o handover, pensa na mudança, limpa a caixa de e-mails... nossa, há muito o que fazer e realmente a sensação é a de que não vai haver tempo suficiente e que eu envelheci 2 anos neste processo.
Arrependimento: zero. Estou feliz, muito feliz. Hoje para mim é Carnaval.
01/01/2007: Reveillon na casa da Flavinha
Finge que este post é do dia 2 de janeiro
12 horas de estrada
E o telefone não tocou, meu apto não saiu, dormi o tempo todo e minha bunda terminou de ficar quadrada. Estou chatíssimo hoje (que o digam meus companheiros de viagem, provavelmente arrependidos de terem me levado a tira colo).
Para compensar, mais uma foto do Reveillon na casa da Flavinha. Nela, o autor deste blog fantasiado de Dinho do Mamonas Assassinas:
P.S.: Flavinha, essa é a foto em que você passou na frente na hora de o Príncipe bater. Eu substituí sua cabeça pelo ornamento da sua parede, reparou?
Finge que este post é do dia 1º de janeiro
Feliz 2007
2006 ficou para trás como o ano em que mais viajei: Rio de Janeiro, São Pedro d'Aldeia, Búzios, Belo Horizonte, Patrocínio do Muriaé, São Paulo, Osasco, Campinas, Jaguariúna, Foz do Iguaçu, Ilha do Mel, São Francisco do Sul, Florianópolis, Buenos Aires, Santiago, New York. Mais de 50 viagens de avião, cerca de 45 mil milhas e muitas horas de espera em aeroporto, fora os cabelos brancos adquiridos a cada turbulência. 2006: o ano em que morei em Curitiba.
Os Lydios casaram, o Miguel nasceu, a Mayra ficou grávida de novo, revi a Kley, estive em NYC com a Ferna, ganhei uma nova família, a Débora e o André estiveram em Curitiba comigo! Consolidei amizades, estive mais afastado de gente que eu queria ter mais perto, vi um show do Skank pela Internet e um do Jack Johnson ao vivo. Tive mais alegrias que tristezas; tive boa saúde; tomei decisões difíceis; passei por muito stress, mas também ri muito nas inúmeras sessões de abobrinha; tive decepções e conquistas no trabalho, ambos igualmente significativos. Terminei o ano com uma super expectativa e muita, muita esperança de um 2007 ainda mais incrível.
Sigo com minhas promessas impossíveis: malhar regularmente, parar de tomar Coca-cola, arrumar uma namorada, escrever um livro decente, voltar a estudar, dirigir direito, tocar violão direito, aprender a andar de bicicleta, atualizar o blog com mais frequência...
A todos os leitores deste espaço: que o 2007 de vocês seja supimpa!